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22/02/2012

Review Relâmpago: Oscar 2012 (parte 1)


 
Como nessa época saem mais filmes do que as salas de cinema são capazes de exibir, quero adotar um sistema mais ágil para comentar sobre os "Oscaritos"...
 

 

Os Descendentes

Nome Original: The Descendants
Diretor: Alexander Payne
Elenco: George Clooney, Amara Miller, Shailene Woodley
Ano: 2011
Visto em: 28/01/2012
 

 

Indicações

1) Filme
2) Ator (George Clooney)
3) Edição
4) Direção
5) Roteiro adaptado
 

Opinião

Este é o clássico "filme sobre a vida" - aquele tipo de filme onde você acompanha personagens passando por desgraças sucessivas que tem a ver com família ou emprego (ou mesmo ambas conciliadas ao mesmo problema) e termina do mesmo modo como começou: sem expectativa alguma.
Nenhuma das indicações é, de fato, merecida. Clooney continua uma estátua ambulante - até mesmo na cena em que seu personagem precisa chorar, ele o faz, mas sem qualquer mudança de expressão.
Contudo, o filme não é de se desprezar. Eu gostei da trilha-sonora, e a boa atuação das garotas é o que sustenta a história - pena elas não estarem concorrendo.
Evite. Este filme não vale nada, nem mesmo o preço de uma locação... mas talvez você consiga apreciar daqui alguns anos, assistindo de graça na TV.
 

Trailer:


 
 

A Dama de Ferro

Nome Original: The Iron Lady
Diretor: Phyllida Lloyd
Elenco: Meryl Streep, Alexandra Roach, Jim Broadbent
Ano: 2011
Visto em: 19/02/2012
 

 

Indicações

1) Atriz (Meryl Streep)
2) Maquiagem
 

Opinião

Se fosse comparar com o ano passado, diria que este aqui é o Discurso do Rei deste ano (a cena onde "protagonista aprende a discursar" é exatamente igual nos dois filmes), só que Dama de Ferro é "muito mais melhor de bom", porém, está concorrendo em bem menos categorias, o que é uma pena.
Streep está ótima, como sempre, e a maquiagem do filme é perfeita. Mas outros itens que eu apreciei, como trilha-sonora, fotografia, e principalmente roteiro, infelizmente não concorrem. Adorei o modo como a história é contada, totalmente não-linear, misturando diversas idades de Thatcher, assim como VTs reais de protestos, por vezes me remetendo à um documentário, e como tal, é um filme que diz muitas verdades.
Recomendo.
 

Trailer:


 

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18/01/2012

Review: Zetsuai


 
Nome Original: 絶愛
Produção: Madhouse, Production I.G, Shueisha
Elenco: Sho Hayami, Koyasu Takehito, Kappei Yamaguchi, ...
Ano: 1992, 1996
Visto: 2 episódios (inteiro)
Episódio favorito: 1
Review contém spoilers? Não
 
Há muitas luas atrás, mais do que eu sou capaz de contar... haviam revistas de anime nas bancas, e apesar de trazerem sempre matérias sobre os animes da moda, como Naruto (recentemente) e Cavaleiros (antigamente), também sempre tinham matérias sobre um ou outro anime mais "polêmico", que na época só indo a eventos pra assistir nas salas de clubes que legendavam tais animes.
 
Um desses títulos polêmicos era Zetsuai - qualquer matéria genérica sobre yaoi o mencionava como sendo um dos grandes clássicos do gênero, ainda assim eu nunca havia assistido até hoje, mas confesso que tinha curiosidade, de tanto que ouvia falar sobre o título.
 
Zetsuai teve origem como um mangá iniciado em Janeiro de 1990 na revista Margaret, pela Shueisha. No mesmo ano foi lançado um CD com músicas inspiradas pelo mangá, mas foi só dois anos mais tarde, em Julho de 1992, que o primeiro OVA seria lançado, surpreendentemente com a animação produzida pelo estúdio Madhouse.
Alguns anos depois, em Dezembro de 1996, um segundo OVA foi lançado, desta vez com animação pela equipe do Production I.G, ainda mantendo no cast os mesmos seiyuus do primeiro OVA.
 

 
Koji Nanjo é um cantor popular que possui uma agenda sempre lotada de compromissos, porém, como é comum entre os artistas, ele não é feliz - viveu uma juventude transviada e busca na música um meio de expressar sua infelicidade.
Takuto Izumi é um jogador de futebol de futuro promissor, porém, um jovem de passado conturbado - quando ainda era um menino, sua mãe matou seu pai e se suicidou logo após, tudo na frente dele - depois de ser adotado, Takuto passou a ser uma pessoa agressiva com qualquer um que não fosse da família adotiva.
 
Ainda no passado, certo dia Koji viu Takuto jogando - viu o olhar fulminante de Takuto almejando o gol - e desde então o astro se apaixonou pela determinação do esportista.
Já no tempo presente, Koji passou por uma baita noitada e acabou desmaiando na rua. Coincidentemente Takuto estava fazendo sua caminhada noturna e viu Koji, ficando preocupado com a saúde dele, já que chovia forte. Takuto então o levou para seu apartamento.
 
E qual não foi a surpresa de Koji quando, ao acordar, percebeu que Takuto, mesmo não o conhecendo, se importou com ele e o abrigou? Será que o cantor é capaz de confessar o que sente? Será que o atleta é capaz de aceitar o amor de outra pessoa?
 

 
Hrrm, vejamos, por onde começar...
Zetsuai foi produzido numa época "difícil", onde animes com cenas sugestivas estavam fadados a existirem apenas nesse formato de OVA mesmo, pois como é home-video, não precisa ser sujeito às censuras da TV.
Dito isso, como um anime que se propõe ser do gênero yaoi, ele falha miseravelmente - não há sexo, apenas beijos e abraços, qualquer novela das 9 consegue ser mais explícita que isso - ou seja, Zetsuai não é, de fato, yaoi (um exemplo melhor seria Junjou Romantica).
 
Não que eu não tenha gostado, pois rola uma quantidade absurda de dramalhão e conflitos nos dois OVAs (e eu adoro drama), só que os episódios terminam e você percebe que a trama deu voltas pra chegar em lugar nenhum.
Além do roteiro mal construído, a arte não é bonita (aqueles queixos pontudos podem ferir alguém), a trilha-sonora não é memorável...
 
Procurei meramente por curiosidade, já que o Sho Hayami participou de Fate/Zero e, ao consultar seus trabalhos, ví Zetsuai lá no meio e pensei "É muito bom poder ouvir os gemidos dos seiyuus nesse tipo de material!" - é uma pena que eu acabei me decepcionando nesse quesito, porém, acabei descobrindo que ele sabe cantar muito bem! =D
 

Assista à sequência de encerramento:


 

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16/01/2012

Review: Sherlock Holmes - O Jogo de Sombras


 
Nome Original: Sherlock Holmes: A Game of Shadows
Diretor: Guy Ritchie
Elenco: Robert Downey Jr., Jude Law, Noomi Rapace
Ano: 2011
Visto em: 15/01/2012
Review contém spoilers? Não
 
Puxa! Já fazem dois anos desde o primeiro Sherlock! E logo estarei completando um ano de reviews aqui no GNO!
 
Do primeiro pra esse segundo, a fórmula continua a mesma - Holmes cada vez mais insano, Watson se ferrando ainda mais e diversas cenas de dedução abusando do slow motion.
Aparentemente também continua igual a relação dessa versão cinematográfica com o público: Quem se apega demais aos livros originais parece não gostar dessa versão dos filmes, mas para quem consegue diferenciar as versões - ou quem simplesmente é como eu, que dispensa literaturas (eu sei, blasfêmia, ya-dee-dah~) - é capaz de apreciar uma ótima experiência visual.
 

 
Dessa vez, enquanto Watson (Jude Law) está para se casar, Holmes (Robert Downey Jr.) passa seu tempo investigando assassinatos que, segundo seu incrível poder de dedução, levam todos a um único nome: James Moriarty (Jared Harris), o homem misterioso por trás das ações de Irene Adler (Rachel McAdams) no primeiro filme.
Só que Moriarty não está nada contente em ver Irene aparentemente apaixonada por Holmes, decidindo então convidar o famoso detetive para um "jogo".
 
Calculista e sádico, Moriarty prefere, em vez de atacar Holmes diretamente, colocar em risco os poucos amigos que o detetive possui - além de Irene, o próprio Watson também corre perigo, mesmo estando a viajar em lua-de-mel, obrigando Holmes a decifrar charadas o mais rápido possível caso queira salvá-los.
 
Assim como aumentam os perigos, também é maior o número de aliados nesta sequência: Além da misteriosa cigana Simza (Noomi Rapace), o filme também apresenta o fanfarrão irmão de Sherlock - Mycroft Holmes (Stephen Fry).
 

 
Lembram que falei sobre experiência visual? Pois bem, em Sherlock 2 temos novamente todos aqueles cenários europeus maravilhosos, aquelas roupas vitorianas chiquérrimas, aquelas cenas de ação bem coreografadas... é como se fosse uma ode ao colírio. E que colírio - apesar de Downey não ser o ator que aparece pelado desta vez (que pena...), seus cabelos estão mais compridos, exaltando o charme de seu personagem, e sua competência nas artes marciais torna as cenas de luta ainda melhores que as do primeiro filme.
 
Falando em lutas, a sequência parece ter um número ainda maior daquelas cenas de slow motion - lí críticas dizendo que houve excesso, mas acredito que elas estão todas bem dosadas, já que são o elemento de maior impacto durante a história.
 
O único defeito do filme - minha opinião - é que ele parece esticado demais, poderia ser um tanto mais "redondo". Enquanto já assisti o primeiro filme quatro vezes, não me vejo procurando ao segundo mais que duas, pois apesar de maçante, confesso que existem partes intrigantes que exigem uma segunda vista para conferir tais cenas com maior atenção.
 

Assista ao trailer:


 

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15/01/2012

Review: Missão Impossível - Protocolo Fantasma


 
Nome Original: Mission: Impossible - Ghost Protocol
Diretor: Brad Bird
Elenco: Tom Cruise, Jeremy Renner, Paula Patton
Ano: 2011
Visto em: 08/01/2012
Review contém spoilers? Nada além do que é revelado no trailer.
 
É isso aí, queridos leitores, bem vindos aos reviews de 2012! Nada melhor para começar o ano do que... escrever sobre um filme do ano passado =D
 
E realmente, assistir ao filme foi uma "missão impossível": O projetor do cinema deu pane no meio do filme, e quando voltou ficou sem áudio por umas duas cenas. Como se não bastasse, no final da sessão tavam distribuindo bilhetes de cortesia, mas pra pegar um eu tive que dar o meu ingresso - agora a única lembrança que eu vou ter desse filme é este review =/
 

 
Após os três últimos filmes, Ethan Hunt (Tom Cruise) continua servindo ao grupo de operações especiais IMF... mesmo se encontrando numa prisão de segurança máxima - o filme já começa com uma ótima sequência, na qual agentes parceiros fazem um intrínseco esquema para resgatar Hunt da prisão.
Só que toda maestria desse começo se perde com uma longa e desnecessária "sequência de abertura" para o filme, que já entrega todas as cenas boas que vão ter no decorrer do mesmo...
 
Depois de ser resgatado, Hunt parte com seus novos parceiros para a próxima missão, que acaba sendo um desastre por conta de uma outra facção, composta por terroristas - por causa disso, acontecem diversos transtornos políticos, e por fim a equipe IMF acaba sendo desmantelada.
Mas é claro que Hunt e os outros agentes não querem deixar a roupa suja: Eles então partem na missão mais perigosa de suas vidas - vingar o nome de seu grupo e deter os terroristas. Parece tarefa "fácil", porém, uma vez destituídos, os agentes já não terão mais o apoio altamente tecnológico do qual desfrutaram nos filmes anteriores, ou seja, agora o esquema vai ter que ser "na raça".
 

 
Tirando a já mencionada sequência de abertura, que não chega a estragar a experiência final, o filme é muito bom - talvez a melhor das sequências de Missão Impossível - o 2 eu não gostei e o 3, apesar de achar bom, poderia ser melhor.
 
O maior diferencial que temos em MI4 comparado aos outros três filmes é que Cruise já não é mais a única estrela que brilha na tela: Os outros três agentes, interpretados por (na ordem da foto acima) Paula Patton, Simon Pegg e Jeremy Renner, todos têm os seus momentos no filme, que não são poucos - ouso até afirmar que muitas das melhores cenas são justamente aquelas em que os "agentes secundários" participam.
Mas fora essa mudança bem-vinda, MI4 continua trazendo sua marca registrada: As cenas impossíveis de investigação, infiltração e ação.
 
Já sobre os detalhes técnicos, nem tem muito o que falar, pois a cada filme da série os efeitos são ainda melhores - apesar disso, em MI4 Cruise dispensou o uso de dublês, portanto as cenas de ação possuem ainda mais veracidade. Destaque também para a música, que continua dando todo o impacto necessário para as cenas mais marcantes do filme.
 
...E não vou nem comentar daquele cabelo impossivelmente lindo do Tom Cruise, pois corro o risco de acabar com a imparcialidade do review =P
 

Assista ao trailer:


 

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30/12/2011

Review: Fate/Stay Night


 
Nome Original: フェイト/ステイナイト
Produção: Studio Deen
Elenco: Noriaki Sugiyama, Ayako Kawasumi, Kana Ueda, ...
Ano: 2006
Visto: 24 episódios (inteiro)
Episódios favoritos: 22 e 23
Review contém spoilers? Não
 
Fate/Stay Night nasceu no formato de Visual Novel para PC, concebido pelo competente grupo Type-Moon no início de 2004, sendo o primeiro jogo oficialmente comercial do grupo. O jogo fez tanto sucesso que gerou diversos tipos de mídias e outras histórias, sejam elas alternativas ou "canônicas" - uma dessas mídias foi o anime, que muitos dizem ser inferior à Visual Novel, mas acabou servindo para popularizar a série Fate, já que a VN continha conteúdo erótico e o anime foi adaptado para todas as idades.
 
Confesso que histórias épicas sobre a idade média me interessam bastante, em particular a história do Rei Arthur e dos cavaleiros da Távola Redonda. No universo de Fate misturam-se diversos heróis de lendas populares, incluindo aí a de Arthur e sua espada Excalibur. No entanto, o que me levou a assistir o anime foi a recente adaptação da "prequel" Fate/Zero, onde avistei uns personagens gostosinhos, sendo assim, resolvi começar pelo anime de Fate/Stay Night =D
 

 
Shiro Emiya é o comum estereótipo de protagonista de "anime harem" - um estudante que leva a vida de maneira aparentemente comum, até que um dia ele começa a ser rodeado por belas garotas, são elas: Sakura, sua amiga de longa data; Taiga, a professora que sempre vai tomar um café na casa do Shiro; Rin, que estuda no mesmo colégio que Shiro, porém, cobiçada e temida pelos outros estudantes; e finalmente mas não menos importante, Saber, a espadachim que veio de outra época, cujo passado a princípio é um mistério.
 
Saber é uma entre os 7 servos (Archer, Assassin, Berserker, Caster, Lancer, Rider e Saber) - os já mencionados heróis lendários. Cada servo possui poderes distintos e altamente destrutivos, porém, todos dependem de um mestre para existir.
 
Acontece que Rin é descendente de uma linhagem de magos de alto escalão - logo no início da história, ela realiza um ritual para convocar para sí um guardião, Archer, para se preparar para a famigerada "Guerra do Cálice Sagrado".
Certa noite Shiro resolve ficar até mais tarde no colégio para ajudar com a faxina, mas quando está de saída, dá de cara com Rin e Archer lutando contra Lancer - ele persegue Shiro, que por sua vez, com um admirável esforço, foge para sua casa, mas lá acaba sendo encurralado por Lancer.
O que parecia ser o fim para Shiro é apenas o começo de tudo, quando de repente surge uma bela dama vestida com armadura medieval - Saber - que protege Shiro e afirma que ele é seu "mestre".
 
A partir daí é que realmente começa o anime, pois Saber é para Shiro a mesma coisa que Archer para Rin - são seus servos e fiéis protetores, mas não passam de peões num jogo onde o vencedor, entre 7 duplas de mestre e servo, tem o direito de ter um pedido realizado pelo tal Cálice Sagrado, item por sua vez concebido pelo "moderador" da guerra: o (tesudo) sacerdote Kirei.
 

 
Aqui acontece uma coisa diferente dos animes que tenho visto ultimamente - a qualidade da animação é melhor nas cenas pacatas, e quando há batalhas, ela cai. Talvez isso aconteça pela natureza da história - como o original era uma visual novel, as cenas onde há pouca ação representam as CGs do jogo, portanto, são onde reside maior nível de detalhes.
Porém, o forte não está na arte e sim no roteiro. Cada personagem é muito bem composto e os 24 episódios são bem aproveitados, sem muito lenga-lenga - sempre há algo importante acontecendo e isso é bom para manter a expectativa em quem assiste.
 
Mas o item de maior mérito aqui é, definitivamente, o sonoro. Além da trilha-sonora ser muito bela, o elenco dá um show a parte - Ayako Kawasumi está ótima como Saber, sabendo dosar o mono-tom em cenas comuns e esbravejando nas cenas de batalha; Miki Shinishiro, apesar de já ser um profissional tão versado, faz de Assassin um personagem carismático, apesar de aparecer pouco; e Jouji Nakata demonstra grande competência ao conseguir interpretar em Kirei um tom de voz diferente do Nero de Tsukihime (também do grupo Type-Moon)... infelizmente o mesmo não pode-se dizer de Junichi Suwabe, pois seu Archer soa exatamente igual a tantos outros personagens que ele já fez.
 
Falando agora em defeitos... ah, a "polêmica" versão brasileira de Fate Stay Night...
Baixei só alguns episódios para ver como estava a dublagem e me surpreendi em terem colocado, justamente nos protagonistas, dubladores relativamente "novos" considerando papéis conhecidos em animes. Entendo que as vezes as pessoas que assistem acham que "Todo anime tem os mesmos dubladores!", mas se colocar gente muito nova, é capaz de não atender às demandas do personagem - o bom é que mais perto do final nota-se que eles "pegaram o jeito" do personagem, mas daí já passou mais da metade da série...
Claro que ainda restam bons profissionais no cast, mas eles estão nos papéis que aparecem menos: Márcia Regina em Rider; Mauro Eduardo em Lancer; Sérgio Corsetti em Assassin; e Alfredo Rollo adicionando mais um vilão épico como Gilgamesh à sua lista de boas interpretações.
Já quanto a tradução, é um caso a parte - não considero péssima, como muitos que assistiram, mas está ruim, sim (Trace On -> Rastrear...). Adaptaram bastante coisa, algumas frases até mudaram de sentido, e em vez de traduzir, chegaram até a mudar os nomes de alguns dos servos ^^;;
 
Mas independente da versão que assistir, Fate Stay Night não deixa de ser um ótimo anime - me deixou com vontade de assistir ao longa e ler a Visual Novel! =D
 

Assista à sequência de abertura:


 

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04/12/2011

Review: Os Muppets


 
Nome Original: The Muppets
Diretor: James Bobin
Elenco: Jason Segel, Amy Adams, Chris Cooper
Ano: 2011
Visto em: 03/12/2011
Review contém spoilers? Não
 
Long story short: Não assista este filme. Se quiser saber o porquê, keep reading...
 

 
Não sou a favor de "copiar-colar", mas no caso deste filme eu preciso abrir uma exceção - confiram a sinopse oficial:
"Gonzo é contratado para dirigir um filme, mas acaba gastando toda a verba no primeiro dia. Ele precisa então terminar a produção sem dinheiro, apenas contando com a ajuda de seus amigos fantoches."
Oquei, com a sinopse oficial registrada para os anais dos reviews "Made-in-Lanford", gostaria de comunicar que a pessoa que escreveu isso fumou e bebeu, pois a verdadeira história do filme não é essa.
 
Walter (de terninho azul-claro na foto acima) é um Muppet que cresceu viveu para sempre como irmão de Gary (Jason Segel). Conforme o tempo foi passando, Walter percebeu que era diferente dos outros, mas ele não sabia exatamente no que era diferente ou por que, até que um dia ele descobriu o programa dos Muppets na TV e se identificou com eles, que passaram a ser seus maiores ídolos.
 
Certo dia, Gary resolve fazer uma viagem de turismo para Hollywood junto com as pessoas especiais para ele - sua namorada Mary (Amy Adams) e Walter. Mary espera que a viagem seja romântica para os dois, mas Walter espera realizar seu sonho de conhecer os estúdios do Muppet Show... só que o sonho de Walter está prestes a ser destruido, pois durante uma visita aos estúdios (agora já abandonados), ele acaba, por acaso, ouvindo o empresário Tex Richman (Chris Cooper) negociar a compra do terreno para demolí-lo. Walter então conta com a ajuda de Gary e Mary para encontrar todos os Muppets e tentar impedir os planos de Richman.
 

 
A parte técnica do filme é muito competente. Como sempre, os Muppets são mágicos, algumas vezes vistos de corpo inteiro e você fica pensando como estão se mexendo daquela forma. Os números musicais - hoje o meu atrativo favorito nos Muppets - são exaltados e belos, enquanto que o humor do filme carrega a clássica medida de inocência e cinismo capaz de conquistar tanto crianças quanto adultos.
 
Porém, o filme não é recomendado às pessoas que, como eu, foram da época de Os Muppets Conquistam Nova York e Muppet Babies... não tem os dubladores clássicos (já que o novo filme foi dublado no Rio, podiam ter chamado o cast do desenho) e Caco já não é mais Caco - a Disney teve a audácia de deixar o nome norte-americano "Kermit".
 
Ainda falando da dublagem, como o filme é composto de diversos números musicais entre as passagens, ainda que a adaptação das letras das músicas tenha ficado muito boa... é válido observar que nem todos os dubladores escalados "topam cantar", sendo que alguns dos personagens têm suas vozes trocadas durante as músicas - essa prática, que não é de hoje, me causa uma estranheza terrível.
É, eu esperava mais do filme. Acabou sendo uma experiência não muito boa (principalmente com o número de crianças barulhentas dentro da sala).
Mas talvez o problema esteja comigo, pois sou mal acostumada... não só com a recente onda de musicais brasileiros, mas também com os dubladores japoneses de animes, que cantam sempre que o papel pedir, mesmo que sua voz não seja boa para o canto e mesmo que o tom do personagem seja diferente da sua voz normal.
 
Infelizmente o filme só está disponível dublado, portanto, se você for daqueles nostálgicos que têm dificuldade de largar das convenções préviamente formadas, espere pelo DVD e veja legendado.
Apenas recomendado se você nunca viu nada dos Muppets (apesar do filme conter piadas recorrentes de filmes anteriores).
 

Assista ao trailer:


 

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30/11/2011

Review: Tiger & Bunny


 
Nome Original: タイガー&バニー
Produção: Sunrise, Bandai Visual
Elenco: Hiroaki Hirata, Masakazu Morita, Koji Yusa, ...
Ano: 2011
Visto: 25 episódios (inteiro)
Episódio favorito: 14
Review contém spoilers? Não
 
Tiger & Bunny é uma franquia concebida originalmente como anime, tendo estreado nas redes de TV japonesas, como MBS e Tokyo MX, em Abril deste ano. Desde então o anime ganhou notoriedade com seus personagens visualmente gostosos - até mesmo as garotas, apesar de baixinhas, são belíssimas e lutam de igual pra igual junto com os outros personagens.
Mais tarde este ano, Tiger & Bunny também virou mangá, sendo serializado na Miracle Jump, mas também online na Niconico Ace. Além disso, um longa-metragem já está previsto para 2012.
 
Um aspecto imediatamente percebido é que os mocinhos "vestem" marcas verídicas do nosso mundo, como Pepsi, Bandai, Figuarts e Animate.
Sim, este anime é, antes de tudo, um produto altamente comercial, gerado pra vender quinquilharias e marcas associadas... mas o pior é que FUNCIONA - uma das qualidades deste anime (fora os personagens gostosos) é a história bem planejada, apesar de recheada de clichês, o que torna Tiger & Bunny uma grande armadilha de capturar otakus... mas quem é que não gosta de cair nessas armadilhas, né =P
 

 
Aqui eles levam a sério o estereótipo "super-herói": Coisa que préviamente em Viewtiful Joe era tomada com certo deboche, em Tiger & Bunny os heróis fazem parte de um segmento comercial de alto nível, tornando-se influência social no contexto da história ao levar pra frente toda uma indústria milionária.
 
"Hero TV" é o nome do reality show mais popular do momento, onde vemos um grupo de super heróis combatendo o crime, resgatando civis em perigo e fazendo apresentações espetaculares - tudo isso valendo pontos, que acumulados geram um disputado ranking dos super-heróis, onde o primeiro colocado atinge grande fama, participando de talk-shows e ensaios fotográficos, mas principalmente, arrecadando um bom salário~
 
No meio dessa indústria, Wild Tiger - nome "de guerra" de Kotetsu Kaburagi - é um herói experiente e energético, porém, em decadência no ranking: Como consequência, isso gera uma imagem ruim para seu patrocinador, fazendo com que Wild Tiger viva na pindaíba, até que certo dia ele é comprado por outra empresa, muito maior, que lhe garante até um novo uniforme high-tech... parecia ser a calmaria depois da tempestade, porém, o que Wild Tiger não esperava era que ele fosse colocado como parceiro de outro herói - o novato Barnaby Brooks.
 
Além de parcerias costumarem ser sempre a pedra no sapato dos super-heróis, Barnaby é um herói não-convencional, pois não tem pudor de revelar sua imagem ao público sem máscaras no rosto, além de não utilizar um nome-fantasia, preferindo que seja chamado pelo seu nome verdadeiro. Além de tudo, Barnaby é jovem, belo, comportado e único herdeiro de uma rica família - o total oposto de Wild Tiger, que já é pai de família, desajeitado, impulsivo, e luta não só contra vilões, mas também contra as contas a pagar.
 

 
É nesse sentimento genuinamente brasileiro de não desistir jamais que Wild Tiger tenta engolir a parceria com Barnaby, o qual ele atribui o apelido de "Bunny" pra tirar onda.
O desenrolar desse relacionamento é basicamente do que se trata o anime, pois apesar deles serem heróis e terem que salvar pessoas de grandes ameaças, eles também têm de encarar seus problemas pessoais - não só Wild Tiger e Barnaby, como também os outros heróis que compõem o programa Hero TV: Blue Rose, Sky High, Dragon Kid, Fire Emblem, Rock Bison e Origami Cyclone.
 
Aí está o trunfo do anime, pois é comum aos super-heróis serem vistos como entidades que estão acima de tudo e de todos, mas Tiger & Bunny mostra o lado humano deles, onde nenhum super poder é capaz de ajudar - apesar do anime ser carregado de ação e comédia, ele também sabe dosar o drama, garantindo cenas emocionantes, principalmente durante a segunda metade da série (e aqui eu afirmo que "manly tears" quase foram derramadas no penúltimo episódio).
 
Fora as viradas de roteiro bem elaboradas e o character design tesudo, temos ainda bastante computação gráfica - as vestimentas de quase todos os heróis não são desenhos comuns, mas animações geradas por computador (efeito semelhante ao anime de Iron Man, onde numas poucas cenas ainda são usados desenhos tradicionais, mas nas batalhas o que se vê é uma armadura de CG), o que causa alguma estranheza no começo, mas depois os olhos acostumam.
A trilha-sonora é quase que cinematográfica, porém, os temas de abertura e encerramento são descartáveis (não fosse a animação bonita eu pularia as aberturas).
 
Recomendadérrimo caso você curta uma boa ação e comédias provenientes de clichês... ou caso você goste de yaoi, pois apesar de ser um shounen "worksafe", o fandom não perdoa a relação de marido e mulher entre os protagonistas titulares XD
 

Assista à sequência de abertura:


 

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Mnemosyne

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17/11/2011

Review: Mnemosyne


 
Nome Original: ムネモシュネの娘たち
Produção: Xebec, Genco
Elenco: Mamiko Noto, Rie Kugimiya, Akira Ishida, ...
Ano: 2008
Visto: 6 episódios (inteiro)
Episódio favorito: 4
Review contém spoilers? Sim
 
Também conhecido como "Rin - Filhas de Mnemosyne", foi uma série de 6 episódios, com 45 minutos de duração cada, produzida em comemoração aos 10 anos do canal japonês AT-X, indo ao ar de Fevereiro até Julho daquele ano.
Um mês antes do anime, foi publicada uma novel de volume único, e três meses depois da estréia do anime, houve um mangá serializado na revista Comic Valkyrie que durou dois capítulos apenas.
 
O otaku mais desatento pode achar que se trata de um título underground, mas eu afirmo que na verdade se trata de uma verdadeira bomba - apesar da qualidade de animação estar acima da média, apesar do cast ser excelente e apesar do roteiro tentar ser bom... ele falha miserávelmente.
 
Esta obra se trata de um hentai, doravante não recomendado para menores de 18 - mas não é qualquer roteiro, é talvez o mais elaborado que já ouvi falar para uma obra desse naipe, porém, isso não salva o anime de ser apenas mais um poço de fanservice gratuito.
"Mas Lanford, porque você assistiu um anime pornô voltado ao público masculino?"
O que me levou a começar o anime foi o clima noir. O que me levou a continuar foi porque eu sou forte, porque eu quero fazer reviews de mídias variadas e porque eu gosto de acompanhar os trabalhos da Noto.
 

 
Asougi Consulting é um escritório de detetive particular. Um local mágico onde décadas se passam e tudo continua do mesmo jeito.
Esse escritório é tocado por Rin: Uma investigadora pinguça, bissexual e imortal, além de ser incrívelmente fodézima em artes marciais e armas de fogo, extremamente inteligente, mas que estranhamente, mesmo com toda essa fodeza, sempre acaba sendo abusada pelos vilões.
 
Os vilões da história atendem pelo nome de "anjo" (sem qualquer relação com Neon Genesis Evangelion) e são o gênero oposto ao de Rin - tanto ela quanto os anjos passaram pelo mesmo processo de mutação, mas enquanto as mulheres se tornam imortais, os homens ganham asas e poderes sobre-humanos, porém, continuam mortais.
Os anjos são controlados por um garoto chamado Apos, o qual ninguém consegue saber exatamente o que é até os 45 do quinto episódio.
Só que como os anjos aparentemente andam 24h lóki di drugs, Apos também contrata uma assassina, tão foda quanto a Rin, mas com o mesmo objetivo de tentar matar capturar Rin.
 
Só que Rin não está sozinha - ela possui uma fiel escudeira que atende pelo nome de Mimi: Uma hacker pinguça, lésbica e também imortal, mas que não possui toda fodeza que a Rin tem, sendo então fadada a ser o personagem secundário que não luta e raramente faz algo que seja verdadeiramente útil.
 
Graças aos poderes da mutação, tanto Rin quanto Mimi podem sentir a presença das cartas clow dos anjos - mas também graças à mutação, quando isso acontece elas ficam morrendo de vontade de dar, o que é algo ruim pois os anjos são a única coisa capaz de matar as mulheres imortais.
Mas graças à fodeza da Rin, ela consegue resistir à tentação e matar os anjos, que é o que ela mais faz durante a série além, é claro, de ajudar as pessoas que lhe procuram no escritório.
 

 
Agora por onde eu começo...
 
Com todo esse lance de superpoderes e casos misteriosos, Mnemosyne me parece muito querer ser um Darker than Black genderbent, só que o que DTB tem de trilha sonora excelente, Mnemosyne possui trilhas descartáveis. Além disso, acertaram nas cenas de ação e suspense, mas erraram no foco - Mnemosyne também aparenta ser um anime que não sabe o que quer, começando bem episódico e terminando com dois episódios sequenciais.
A verdade é que no começo vão jogando as "dicas" pouco a pouco, pra no final ser algo apoteótico, porém, presumo que quem assistiria pelo roteiro desistiria antes de chegar no final.
 
E que final - o que me lembra outra coisa sobre o vilão da história: Seu passatempo favorito é matar ossans, algo que me deixa profundamente emputecida, tornando Apos um vilão que cumpre com a premissa de ser odiável... mas isso provavelmente não se aplica ao demográfico do qual o anime é focado, então esse é talvez um argumento invalido =P
 
Mas ainda se falando do final, pelo menos nisso Mnemosyne é bom - por ser um anime curto, não tem muito com o que enrrolar, entregando um final bem resolvido, apesar de aberto.
 
Definitivamente não recomendado, pois as vantagens e desvantagens se sobrepoem por igual, fazendo com que este anime não saia da pontuação zero.
É o primeiro anime após um longo período em que assisto e depois deleto sem qualquer piedade.
 

Assista à sequência de abertura:


 

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16/11/2011

Review: O Preço do Amanhã


 
Nome Original: In Time
Diretor: Andrew Niccol
Elenco: Justin Timberlake, Amanda Seyfried, Cillian Murphy
Ano: 2011
Visto em: 15/11/2011
Review contém spoilers? Não
 
O expectador desatento, quando se depara com um trailer de O Preço do Amanhã, pode até achar que é mais um filme que fala sobre "tempo"... mas essa afirmação é equivocada. O assunto principal deste filme é "vida eterna".
 
Outra coisa que engana no trailer é o fato de Cillian Murphy parecer interpretar, mais uma vez, um vilão. Outra vez uma afirmação equivocada, pois se trata de... hm, tipo um antagonista, mas definitivamente não é um vilão. O que é algo muito bom, pois indica que aquele olhar marcante não serve só pra fazer vilão~
 
Mas apesar de o trailer fazer o filme ser um tanto atraente, pra alguns o conceito pode parecer batido. Será?
 

 
Num futuro muito, muito distante, todas as pessoas nascem com um contador digital constantemente visível em seu braço esquerdo: Esse contador marca precisamente os anos, meses, dias, horas, minutos e segundos que a pessoa tem antes de parar de "funcionar" - apesar de todos nascerem com o "relógio" marcado com 1 ano, ele só se move na hora que a pessoa completa 25 anos, que também é a idade em que todos param de envelhecer, porém, inicia-se a contagem regressiva que, caso zere, a pessoa desmaia, decretando sua morte natural instantaneamente.
 
Will Salas (Justin Timberlake) é um jovem de 28 anos que trabalha numa linha de produção. Ele recebe seu "pagamento" de 24 horas adicionais todos os dias, e é exatamente assim que vive a maioria das pessoas na periferia - um dia de cada vez.
Só que Will acaba encontrando um cara que incrivelmente já viveu por mais de 100 anos, e ainda carrega outros 100 no braço. Esse homem misterioso, após Will salvá-lo de um atentado, transfere quase todo o seu tempo para Will, então morrendo na manhã seguinte.
 
De posse de "todo o tempo do mundo", Will parte numa jornada para descobrir mais sobre esse sistema e tentar libertar os pobres do "corre corre" de todos os dias - uma atitude que passa a incomodar não só a alta sociedade daquele mundo, mas também a polícia, que suspeita da forma como um suburbano teria adquirido 100 anos assim tão fácil.
 

 
Apesar de mostrar a sociedade crua e brutal como ela realmente é, apenas mudando a moeda do dinheiro para o tempo, o filme todo é muito bonito - as cenas de ação são bem filmadas, as "mortes" bem coreografadas, a trilha sonora e a fotografia seguindo o padrão para filmes de ação... mas tem um defeito, aliás, dois - os protagonistas.
 
Justin Timberlake deveria ter ficado no ramo musical e de lá nunca ter saído - a atuação do "Mr. Sexyback" é péssima e não convence nos momentos mais cruciais do filme (o choro dele é horrível, parece que tá rindo).
Já Amanda Seyfried, a antes "Garota da Capa Vermelha", aqui se encontra ainda amadurecendo como atriz, mas no caso dela eu tenho alguma dúvida por causa do papel que ela interpreta neste filme - por vezes chega a ser um porre, mas é uma personagem fundamental para a trama.
Ainda bem que existem os colírios! Cillian Murphy salva o filme de ser um desastre no quesito elenco, interpretando o policial no encalço do protagonista - personagem esse que parece ter feito curso intensivo com o Capitão Nascimento, pois é implacável e incorruptível como o próprio =D
 
Ainda que a dupla principal não seja muito boa, isso não impede o filme de garantir um bom e velho pipocão pra quem curte ação, e também providencia ótima diversão pra quem curte ler as entrelinhas.
Recomendo, sem medo de perder seu tempo ao assistir =D
 

Assista ao trailer:


 

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14/11/2011

Review: O Palhaço


 
Diretor: Selton Mello
Elenco: Selton Mello, Paulo José, Moacyr Franco
Ano: 2011
Visto em: 29/10/2011
Review contém spoilers? Sim
 
Feriadão prolongado, alegria no ar - nada melhor que aproveitar para ir ao cinema e ver O Palhaço!
 
Não, definitivamente não estou fazendo jabá do filme, e se engana quem acha que este é um filme de comédia, porque não é.
Senhoras e senhores, O Palhaço não só é um drama, como também faz parte do "cinema arte", o que definitivamente foi uma ótima surpresa pra mim, que pelos trailers esperava uma comediazinha sem vergonha, mas ao final do filme me faltava palavras para dizer algo sobre a experiência que acabara de passar.
 
O review, que tardou mas não falhou, você confere agora:
 

 
"Pangaré" é o nome artístico de Benjamim (Selton Mello), palhaço que contracena com "Puro Sangue" (Paulo José) no Circo Esperança - um grupo tradicional que abriga diversos profissionais há anos. Porém, Benjamim começa a se cansar da vida circense: sempre na pindaíba, vez ou outra sendo enganados pelas pessoas, e até não conseguem ser levados a sério por discriminação de sua profissão.
 
Benjamim então decide - como um decadente "palhaço triste" - se separar do circo para perseguir seu maior sonho: Adquirir um ventilador.
Uma vez mesmerizado pelo girar das hélices, Benjamim nunca mais conseguiu se esquecer do ventilador, partindo então numa jornada em busca desse item mágico que proporciona frescor instantâneo.
 
Enquanto isso, no Circo Esperança, a saída de Benjamim se torna o estopim para algumas mudanças no elenco, porém, é certo que todos sentem muita saudade de "Pangaré".
 

 
A busca doentia de Benjamim pelo ventilador proporciona alguns dos melhores momentos do filme, onde sonho e realidade se misturam (afinal, se o ventilador está em cima de uma caminhonete, funcionando... aonde está a tomada?).
 
Mas definitivamente o mérito está com os brilhantes coadjuvantes: Moacyr Franco, Jorge Loredo, Tonico Pereira, Ferrugem... há tantos bons nomes no filme que é difícil citar um só, porém, todos brilham de igual para igual, ajudando a fazer de O Palhaço um excelente espetáculo.
 
Mas o que seria do elenco se não fossem os técnicos por trás do show, e nesse quesito o filme também está ótimo: Fotografia e trilha-sonora estão impecáveis, e a história caminha de uma forma que, ao chegar no final, te deixa um sabor de "quero mais".
 
Uma obra prima que deve ser apreciada com moderação, afinal, a natureza artística do filme talvez não agrade ao seu paladar.
 

Assista ao trailer:


 

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31/10/2011

Review: Cowboy Bebop - O Filme

Com este review, desejo um ótimo Halloween para todos os leitores do GNO! =D
 

 
Nome Original: カウボーイビバップ天国の扉
Diretor: Shinichiro Watanabe
Elenco: Kouichi Yamadera, Megumi Hayashibara, Tsutomu Isobe
Ano: 2001
Visto em: 29/07/2011
Review contém spoilers? Não
 
Eis aqui o meu primeiro review de um anime em formato longa-metragem. Ele foi exibido durante o Anima Mundi deste ano e eu estava lá para prestigiar o bom som de Yoko Kanno, de quem adoro os trabalhos realizados em trilhas sonoras.
 
Gostaria de deixar claro que eu não tive nenhum contato prévio com Cowboy Bebop, ou seja, eu nunca ví o anime ou lí o mangá, mas confesso que tinha curiosidade, já que é considerado um dos grandes clássicos da animação japonesa.
 
Agora que já estamos a par das considerações, vamos ao review!
 

 
O "Esquadrão Bebop" é um grupo de mercenários dispostos a topar qualquer negócio, contanto que recebam seu ganha-pão.
Compondo o grupo temos Spike Spiegel, - perito em artes marciais, armas de fogo e comando de aeronaves - Faye Valentine, - também pilota, além de ser a beldade em pessoa - Jet Black - o integrante mais velho da trupe, híbrido e sensato - e Ed - uma jovem hacker cheia da molecagem.
 
Tudo começa quando eles decidem ir atrás de um outro hacker que anda causando problemas com rombos de segurança, porém, acabam descobrindo que o verdadeiro buraco está muito mais em baixo, quando o hacker possui ligação com um perigoso terrorista, Vincent Volaju, que ameaça tocar o terror utilizando-se da nanotecnologia para criar um virus letal, assim planejando realizar seu ataque na multidão reunida para a festa do Halloween.
 
No meio disso temos Electra, uma agente especial da polícia, que entrou em ação com o mesmo objetivo - parar Vincent a todo custo - porém, Electra prefere agir só, lutando também contra o grupo de Spike, que descobre que a policial parece conhecer "muito bem" o passado do terrorista.
 

 
E é em torno dessas três forças opostas que gira a história do longa.
Perseguições aéreas, disfarces, investigações, ação e romance - este longa tem de tudo um pouco, mas o melhor (além, é claro, da trilha sonora) é mesmo a qualidade da animação! O combate que Spike realiza é ao melhor estilo "stunt" já consagrado por Jackie Chan: ainda que uma animação, as sequências de ação são fluentes, com movimentos realistas e bem demarcados.
 
Com tanta coisa boa, é certo que houvesse alguma falha...
Depois de tudo o que acontece, o final é o mais prematuro possível - termina e você fica com aquela cara de paisagem tipo "...Ah, já acabou? Assim mesmo?". Não que ficassem assuntos pendentes, longe disso, porém, podiam ter feito uns minutinhos de epílogo que não ia matar ninguém XD
 
Pra quem ainda não sabe, o longa-metragem de Cowboy Bebop foi lançado em DVD no Brasil, trazendo no elenco vozes já conhecidas dos fãs da dublagem, como Guilherme Briggs, Ricardo Schnetzer e Miriam Fischer - vale a pena conferir. Eu tive a oportunidade de assistir as duas dublagens, em japonês e português, e as duas são bem competentes.
 

Assista ao trailer:


 

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25/10/2011

Review: Gigantes de Aço

METRALHADORA DE REVIEWS - TATATATATÁ!!
 

 
Nome Original: Real Steel
Diretor: Shawn Levy
Elenco: Hugh Jackman, Dakota Goyo, Karl Yune
Ano: 2011
Visto em: 23/10/2011
Review contém spoilers? Não
 
Todo filme que carrega o nome de Steven Spielberg na produção gera um burburinho da mídia... ou ao menos gerava. Estou impressionada com a falta de propaganda que este filme teve - não ví trailers no cinema e nem comerciais na TV, quando o filme é aquele genuíno "sessão da tarde" com uma criança protagonista em meio a um mundo fantástico, ou seja, bilheteria garantida para toda a família.
 
Alerto também que, apesar de eu admitir ser fã de Jackie Chan, Robert Downey Jr., Wagner Moura, entre outros que nunca me canso de elogiar (pois afinal, o review é meu, faço questão de ser parcial, assim como os grandes críticos de cinema o fazem)... eu não gosto nem um pouco do Hugh Jackman - fui assistir porque adoro robôs, e nisso posso afirmar que fui muito bem servida =D
 

 
Num futuro alternativo que nunca vai acontecer tão cedo assim - no ano de 2020 as lutas de MMA e boxe caíram de moda, dando lugar a batalhas com robôs controlados por humanos: um esporte onde pode haver lutas até a "morte" sem derramar uma gota de sangue, ou seja, diversão sem limites.
 
Charlie Kenton (Hugh Jackman) é proprietário de um desses robôs. Mas aparentemente ele não sabe investir a grana que ganha nos combates, pois se encontra afundado em dívidas. Como se já não bastasse, logo após a abertura do filme, o que vemos é seu robô sendo despedaçado em combate.
Ferrado e mal pago, Charlie acaba descobrindo que além de ter que arrumar um novo robô, sua ex-mulher acaba de falecer, deixando o filho Max (Dakota Goyo) para ele cuidar.
 
Depois de muito acerto de contas entre o teimoso pai fanfarrão e o filho com trauma de rejeição, ambos vão clandestinamente à um ferro velho para buscar peças capazes de formar um novo robô. Começa a chover forte e Max desliza barranco abaixo, até que acaba parando pendurado em alguma coisa. Depois de quase enfartar, Charlie o resgata, e os dois descobrem que o que salvou a vida do menino foi a mão de um robô, inteiro e aparentemente intacto, que estava enterrado lá no lixão.
Após desenterrá-lo, descobrem que era um robô já considerado obsoleto, produzido há 13 anos atrás, cujo tronco carrega a palavra "Atom", pela qual Max o batiza, apegado pelo fato do robô tê-lo salvo. O problema começa quando esse apego se transforma em desejo de fazer com que Atom se torne um robô lutador, mas Charlie não concorda com isso...
 

 
E aí, caro leitor, temos muito eye-candy tecnológico regado à conflitos familiares.
 
...
 
Aham, uma coisa não tem absolutamente nada a ver com a outra, mas incrívelmente este filme fala tanto sobre "pai e filho divorciados" quanto "batalhas de robôs" - não é fantástico o que Hollywood consegue fazer?
Sim, eu saí do filme 90% satisfeita, quem me acompanhou disse que o filme superou as expectativas (eram baixas quando entrou na sala), e as crianças presentes na sala saíram desferindo socos no ar. Resultado final: todos felizes!
 
Agora falando sob uma lente técnica, o filme está cheio de referências ao Japão e, pasme-se, ao Brasil. A computação gráfica utilizada no filme consegue passar um realismo impressionante, pois é possível ver todos os circuitos dentro dos robôs (lindos). Já os efeitos sonoros são estrondosos (quem puder, veja no Imax). Essa perfeição técnica ajuda a construir o universo do filme, que apesar de ser fantástico, é um universo bem "pé no chão" - temos apostas e todo um submundo de "rinha robótica".
E em meio a toda "feiura", os 10% que faltaram pra mim foram justamente no final do filme - eu esperava por algo pior, algo mais "real" como o próprio nome original sugere... mas o final serve para nos lembrar que, afinal, esta é uma produção hollywoodiana direcionada ao público mais jovem, portanto as coisas tem a "obrigação" de ficarem bem arranjadas no final.
 
Curtir, sem medo de ser feliz, é pra isso que Gigantes de Aço está em cartaz.
 

Assista ao trailer:


 

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23/10/2011

Review: Supercop


 
Nome Original: Police Story 3
Diretor: Stanley Tong
Elenco: Jackie Chan, Michelle Yeoh, Maggie Cheung
Ano: 1992
Visto em: 19/10/2011
Review contém spoilers? Não
 
Acredito que todo verdadeiro fã de Jackie Chan já assistiu à exaustão os dois primeiros filmes da série Police Story na sessão vespertina, mas infelizmente, até onde o Google pode me dizer, o terceiro filme da série nunca foi lançado por estas bandas.
 
Tendo aderido recentemente à modinha do Netflix, me surpreendi ao ver, entre os poucos filmes de Jackie Chan disponíveis até o momento (3), um título que eu desconhecia - era "Supercop", o título americano da terceira parte da saga Police Story!
Mas e aí, "Será que é bom?" ...Acompanhe o review para saber =D
 

 
Depois de botar o dedo nas feridas da sociedade oriental, combatendo malfeitores, desmontando quadrilhas de drogas, e depois disso tudo ainda arrumando tempo para discutir a relação com a namorada, o policial Chan Kakui (Jackie Chan) está de volta a ativa!
 
Após sua impulsividade gerar fama entre as delegacias japonesas, Kakui acabou sendo convidado para ajudar a polícia chinesa, que vem sofrendo com os problemas gerados por um grupo de traficantes. Ao chegar na China, conhece a bela agente Jessica Yang, que além de dominar as artes marciais, faz parte da Interpol.
Os dois ficam encarregados de, sob disfarce, resgatar um homem conhecido como "Pantera" - irmão do poderoso chefão dos traficantes chineses, Chaibat - assim adquirindo a confiança deles para, num momento oportuno, prender todo o bando.
 

 
O plano poderia correr sem qualquer problema, não fosse a presença de uma única pessoa - May. Sim, meus caros, a namorada de Kakui está de volta em Police Story 3, e ela promete destruir os planos dele mais uma vez... ainda que "sem querer, querendo" =P
 
Além de May, o tio Bill também marca sua hilária presença nesta continuação. Junto com o retorno desses personagens, temos outras características marcantes da série Police Story: as explosões gigantescas e as lutas realizadas em locais perigosos, como topos de prédios e veículos em movimento.
Mas o destaque do filme certamente é a nova personagem, interpretada por Michelle Yeoh - a agente Yang consegue ser tão ágil quanto Kakui, ajudando-o nas batalhas e quase roubando a cena sempre que entra em ação! É importante notar que Michelle, assim como Jackie, também dispensa o uso de dublês - suas lutas são igualmente reais, fazendo com que Police Story 3 siga o padrão de ação desenfreada da série.
 
A única coisa que o filme fica devendo é realmente o ineditismo no Brasil, ou seja, ele não possui dublagem - quem já se acostumou a ouvir as frases de moral de Chan Kakui, proferidas pela poderosa voz de Ricardo Schnetzer, certamente vai sentir saudades.
Apesar disso, Police Story 3 não deixa de ser um filme imperdível pra quem já viu os outros da série. Porém, meu favorito ainda é e sempre será o New Police Story =D
 

Assista ao trailer:


 

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17/10/2011

Review: Contra o Tempo


 
Nome Original: Source Code
Diretor: Duncan Jones
Elenco: Jake Gyllenhaal, Vera Farmiga, Michelle Monaghan
Ano: 2011
Visto em: 12/10/2011
Review contém spoilers? Nada além do que o próprio trailer mostra.
 
Desde que o mundo é mundo que o "tempo" é algo supervalorizado pelas pessoas - nos dias atuais ainda mais, pois temos toda uma cultura de imediatismo na sociedade.
 
Então também não é de hoje que temos ficções onde o tema principal é a busca pela alteração do tempo, seja com viagens ao passado, futuro, ou até diversas linhas do tempo correndo juntas. Vendo por esse lado, Contra o Tempo não oferece nada que você já não tenha visto em outros filmes ou mídias - sendo assim, o que é que este filme tem a oferecer de diferente?
 

 
Num dia ensolarado, tudo vai indo conforme a sua rotina. Num trem com destino para Chicago, Colter Stevens (Gyllenhaal), piloto das forças armadas norte-americanas, acorda de um cochilo e não reconhece ninguém a sua volta, apesar da mulher sentada à sua frente (Monaghan) estar conversando com ele e estranhar a falta de senso do rapaz. Não demora muito e ele percebe que sua consciência está no corpo de outra pessoa, mas aí nem dá tempo de entender o "choque" direito, pois o trem acaba explodindo e Stevens morre junto com todos os outros tripulantes do trem.
 
Depois do "momento Yuyu Hakusho" (onde logo no primeiro episódio, Yusuke Urameshi morre num acidente de carro...), Stevens acorda num susto, já em outro local e vestindo outras roupas - ele se encontra preso dentro de uma cabine aparentemente lacrada, cheia de fios, com pouca luminosidade e sem visão exterior, cujo único meio de comunicação com o mundo lá fora é uma pequena tela LCD de onde uma oficial chamada Goodwin (Farmiga) chama por ele.
Depois de pedir incessantemente por explicações, Goodwin revela que aquele trem foi alvo de um ataque terrorista, mas Stevens pode se apropriar da consciência daquele passageiro e reviver os últimos 8 minutos antes da morte na explosão - seu objetivo é usar desse tempo para descobrir a identidade do terrorista, que está a solta e pode realizar outro ataque a qualquer momento do "tempo presente".
 

 
A partir daí, Stevens retorna aos 8 minutos de novo, de novo e de novo. Tudo graças a um programa revolucionário chamado Código Fonte, onde é possível reviver esses 8 minutos, não como uma simples memória, mas como se fosse parte de uma realsade alternativa. É aqui, senhoras e senhores, onde está todo o charme do filme.
 
Mas também é aí que mora o perigo de um filme como esse, porque é muito fácil cometer gafes de roteiro quando você precisa mexer constantemente com "flashbacks". Mas fico feliz em afirmar que Contra o Tempo não apresenta qualquer falha aparente, claro, considerando as limitações da minha memória imediata humana e passível de falhas.
 
Recomendado pra quem gosta de suspense e mistério regado com muita technobabble característica das ficções científicas.
Este filme entra pra lista daqueles em que é divertido ficar assistindo, de novo e de novo, e a cada vez você percebe ainda mais detalhes, tamanha "intrincidade" da coisa!
 

Assista ao trailer:


 

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01/09/2011

Review: O Homem do Futuro

 

 
Diretor: Claudio Torres
Elenco: Wagner Moura, Alinne Moraes, Gabriel Braga Nunes
Ano: 2011
Visto em: 20/08/2011
Review contém spoilers? Sim
 
Neste final de semana estréia O Homem do Futuro - filme audacioso por trazer como tema uma ficção científica..... ambientada no Brasil, com cast brasileiro e músicas brasileiras.
 
Sim, a desconfiança é iminente, mas tenho a felicidade de afirmar que é a melhor experiência com ficção científica que já existiu nos últimos 8 meses, portanto, prato cheio para nós, meros GNOs =D
 

 
"Zero" (não aquele da série Rockman) é o apelido de um cientista semi-quarentão, idealista ao ponto de desenvolver uma máquina capaz de gerar energia elétrica através da conversão de partículas (ou seja, do nada). Para provar que sua invenção não possui qualquer contra-indicação letal, ele mesmo entra no interior da máquina, mas quando ela é ligada, acaba transportando o cientista de volta à sua festa de formatura, 20 anos atrás - o dia que desgraçou toda sua vida e o fez pra sempre ser chamado de "Zero".
 
Como todo cientista tem sua porção de insanidade, Zero se aproveita da chance para mudar seu passado. Mas quando retorna ao futuro, as coisas mudaram... para pior. E agora, o que fazer? Oras, a mesma máquina, para retornar mais uma vez e tentar mudar o futuro de novo!
 
É no meio dessa confusão que temos, então, três Wagner Mouras contracenando juntos na mesma cena, provocando risos no cinema inteiro - enquanto o primeiro dá uma de cientista maluco e ameaça ele mesmo de morte, o "novo Zero do futuro" tenta desfazer toda essa merda que ele mesmo fez, e o jovem, no meio dos outros dois, tenta entender a razão de tal encontro fantástico com ele mesmo.
 

 
Obra-prima do cinema nacional, do Futuro chega aonde nunca nenhum filme brasileiro já foi - provando que o Brasil consegue, sim, produzir ficção científica de qualidade.
 
Falando em produção, o filme está praticamente perfeito, técnicamente falando. Mesmo com todas as idas e vindas na história, não há falhas de roteiro, assim como também não existem as temíveis falhas de continuidade - a cena da festa de formatura, por exemplo, é sem dúvidas a cena mais difícil do filme, e em todas as vezes os figurantes estão sempre iguais, mesmo em diferentes ângulos de câmera. O filme realmente foi produzido com uma atenção minunciosa, e eu parabenizo a equipe responsável!
 
Recomendadérrimo, ainda mais por conseguir a proeza de fazer uma música do Legião Urbana ficar boa (a versão do filme) =P
 

Assista ao trailer:


 

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