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22/02/2012

Review Relâmpago: Oscar 2012 (parte 1)


 
Como nessa época saem mais filmes do que as salas de cinema são capazes de exibir, quero adotar um sistema mais ágil para comentar sobre os "Oscaritos"...
 

 

Os Descendentes

Nome Original: The Descendants
Diretor: Alexander Payne
Elenco: George Clooney, Amara Miller, Shailene Woodley
Ano: 2011
Visto em: 28/01/2012
 

 

Indicações

1) Filme
2) Ator (George Clooney)
3) Edição
4) Direção
5) Roteiro adaptado
 

Opinião

Este é o clássico "filme sobre a vida" - aquele tipo de filme onde você acompanha personagens passando por desgraças sucessivas que tem a ver com família ou emprego (ou mesmo ambas conciliadas ao mesmo problema) e termina do mesmo modo como começou: sem expectativa alguma.
Nenhuma das indicações é, de fato, merecida. Clooney continua uma estátua ambulante - até mesmo na cena em que seu personagem precisa chorar, ele o faz, mas sem qualquer mudança de expressão.
Contudo, o filme não é de se desprezar. Eu gostei da trilha-sonora, e a boa atuação das garotas é o que sustenta a história - pena elas não estarem concorrendo.
Evite. Este filme não vale nada, nem mesmo o preço de uma locação... mas talvez você consiga apreciar daqui alguns anos, assistindo de graça na TV.
 

Trailer:


 
 

A Dama de Ferro

Nome Original: The Iron Lady
Diretor: Phyllida Lloyd
Elenco: Meryl Streep, Alexandra Roach, Jim Broadbent
Ano: 2011
Visto em: 19/02/2012
 

 

Indicações

1) Atriz (Meryl Streep)
2) Maquiagem
 

Opinião

Se fosse comparar com o ano passado, diria que este aqui é o Discurso do Rei deste ano (a cena onde "protagonista aprende a discursar" é exatamente igual nos dois filmes), só que Dama de Ferro é "muito mais melhor de bom", porém, está concorrendo em bem menos categorias, o que é uma pena.
Streep está ótima, como sempre, e a maquiagem do filme é perfeita. Mas outros itens que eu apreciei, como trilha-sonora, fotografia, e principalmente roteiro, infelizmente não concorrem. Adorei o modo como a história é contada, totalmente não-linear, misturando diversas idades de Thatcher, assim como VTs reais de protestos, por vezes me remetendo à um documentário, e como tal, é um filme que diz muitas verdades.
Recomendo.
 

Trailer:


 

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Sherlock Holmes 2
Missão Impossível 4
O Preço do Amanhã
Gigantes de Aço
O Palhaço

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16/01/2012

Review: Sherlock Holmes - O Jogo de Sombras


 
Nome Original: Sherlock Holmes: A Game of Shadows
Diretor: Guy Ritchie
Elenco: Robert Downey Jr., Jude Law, Noomi Rapace
Ano: 2011
Visto em: 15/01/2012
Review contém spoilers? Não
 
Puxa! Já fazem dois anos desde o primeiro Sherlock! E logo estarei completando um ano de reviews aqui no GNO!
 
Do primeiro pra esse segundo, a fórmula continua a mesma - Holmes cada vez mais insano, Watson se ferrando ainda mais e diversas cenas de dedução abusando do slow motion.
Aparentemente também continua igual a relação dessa versão cinematográfica com o público: Quem se apega demais aos livros originais parece não gostar dessa versão dos filmes, mas para quem consegue diferenciar as versões - ou quem simplesmente é como eu, que dispensa literaturas (eu sei, blasfêmia, ya-dee-dah~) - é capaz de apreciar uma ótima experiência visual.
 

 
Dessa vez, enquanto Watson (Jude Law) está para se casar, Holmes (Robert Downey Jr.) passa seu tempo investigando assassinatos que, segundo seu incrível poder de dedução, levam todos a um único nome: James Moriarty (Jared Harris), o homem misterioso por trás das ações de Irene Adler (Rachel McAdams) no primeiro filme.
Só que Moriarty não está nada contente em ver Irene aparentemente apaixonada por Holmes, decidindo então convidar o famoso detetive para um "jogo".
 
Calculista e sádico, Moriarty prefere, em vez de atacar Holmes diretamente, colocar em risco os poucos amigos que o detetive possui - além de Irene, o próprio Watson também corre perigo, mesmo estando a viajar em lua-de-mel, obrigando Holmes a decifrar charadas o mais rápido possível caso queira salvá-los.
 
Assim como aumentam os perigos, também é maior o número de aliados nesta sequência: Além da misteriosa cigana Simza (Noomi Rapace), o filme também apresenta o fanfarrão irmão de Sherlock - Mycroft Holmes (Stephen Fry).
 

 
Lembram que falei sobre experiência visual? Pois bem, em Sherlock 2 temos novamente todos aqueles cenários europeus maravilhosos, aquelas roupas vitorianas chiquérrimas, aquelas cenas de ação bem coreografadas... é como se fosse uma ode ao colírio. E que colírio - apesar de Downey não ser o ator que aparece pelado desta vez (que pena...), seus cabelos estão mais compridos, exaltando o charme de seu personagem, e sua competência nas artes marciais torna as cenas de luta ainda melhores que as do primeiro filme.
 
Falando em lutas, a sequência parece ter um número ainda maior daquelas cenas de slow motion - lí críticas dizendo que houve excesso, mas acredito que elas estão todas bem dosadas, já que são o elemento de maior impacto durante a história.
 
O único defeito do filme - minha opinião - é que ele parece esticado demais, poderia ser um tanto mais "redondo". Enquanto já assisti o primeiro filme quatro vezes, não me vejo procurando ao segundo mais que duas, pois apesar de maçante, confesso que existem partes intrigantes que exigem uma segunda vista para conferir tais cenas com maior atenção.
 

Assista ao trailer:


 

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Missão Impossível - Protocolo Fantasma
O Preço do Amanhã
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Cowboy Bebop - O Filme
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15/01/2012

Review: Missão Impossível - Protocolo Fantasma


 
Nome Original: Mission: Impossible - Ghost Protocol
Diretor: Brad Bird
Elenco: Tom Cruise, Jeremy Renner, Paula Patton
Ano: 2011
Visto em: 08/01/2012
Review contém spoilers? Nada além do que é revelado no trailer.
 
É isso aí, queridos leitores, bem vindos aos reviews de 2012! Nada melhor para começar o ano do que... escrever sobre um filme do ano passado =D
 
E realmente, assistir ao filme foi uma "missão impossível": O projetor do cinema deu pane no meio do filme, e quando voltou ficou sem áudio por umas duas cenas. Como se não bastasse, no final da sessão tavam distribuindo bilhetes de cortesia, mas pra pegar um eu tive que dar o meu ingresso - agora a única lembrança que eu vou ter desse filme é este review =/
 

 
Após os três últimos filmes, Ethan Hunt (Tom Cruise) continua servindo ao grupo de operações especiais IMF... mesmo se encontrando numa prisão de segurança máxima - o filme já começa com uma ótima sequência, na qual agentes parceiros fazem um intrínseco esquema para resgatar Hunt da prisão.
Só que toda maestria desse começo se perde com uma longa e desnecessária "sequência de abertura" para o filme, que já entrega todas as cenas boas que vão ter no decorrer do mesmo...
 
Depois de ser resgatado, Hunt parte com seus novos parceiros para a próxima missão, que acaba sendo um desastre por conta de uma outra facção, composta por terroristas - por causa disso, acontecem diversos transtornos políticos, e por fim a equipe IMF acaba sendo desmantelada.
Mas é claro que Hunt e os outros agentes não querem deixar a roupa suja: Eles então partem na missão mais perigosa de suas vidas - vingar o nome de seu grupo e deter os terroristas. Parece tarefa "fácil", porém, uma vez destituídos, os agentes já não terão mais o apoio altamente tecnológico do qual desfrutaram nos filmes anteriores, ou seja, agora o esquema vai ter que ser "na raça".
 

 
Tirando a já mencionada sequência de abertura, que não chega a estragar a experiência final, o filme é muito bom - talvez a melhor das sequências de Missão Impossível - o 2 eu não gostei e o 3, apesar de achar bom, poderia ser melhor.
 
O maior diferencial que temos em MI4 comparado aos outros três filmes é que Cruise já não é mais a única estrela que brilha na tela: Os outros três agentes, interpretados por (na ordem da foto acima) Paula Patton, Simon Pegg e Jeremy Renner, todos têm os seus momentos no filme, que não são poucos - ouso até afirmar que muitas das melhores cenas são justamente aquelas em que os "agentes secundários" participam.
Mas fora essa mudança bem-vinda, MI4 continua trazendo sua marca registrada: As cenas impossíveis de investigação, infiltração e ação.
 
Já sobre os detalhes técnicos, nem tem muito o que falar, pois a cada filme da série os efeitos são ainda melhores - apesar disso, em MI4 Cruise dispensou o uso de dublês, portanto as cenas de ação possuem ainda mais veracidade. Destaque também para a música, que continua dando todo o impacto necessário para as cenas mais marcantes do filme.
 
...E não vou nem comentar daquele cabelo impossivelmente lindo do Tom Cruise, pois corro o risco de acabar com a imparcialidade do review =P
 

Assista ao trailer:


 

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O Preço do Amanhã
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Os Muppets

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04/12/2011

Review: Os Muppets


 
Nome Original: The Muppets
Diretor: James Bobin
Elenco: Jason Segel, Amy Adams, Chris Cooper
Ano: 2011
Visto em: 03/12/2011
Review contém spoilers? Não
 
Long story short: Não assista este filme. Se quiser saber o porquê, keep reading...
 

 
Não sou a favor de "copiar-colar", mas no caso deste filme eu preciso abrir uma exceção - confiram a sinopse oficial:
"Gonzo é contratado para dirigir um filme, mas acaba gastando toda a verba no primeiro dia. Ele precisa então terminar a produção sem dinheiro, apenas contando com a ajuda de seus amigos fantoches."
Oquei, com a sinopse oficial registrada para os anais dos reviews "Made-in-Lanford", gostaria de comunicar que a pessoa que escreveu isso fumou e bebeu, pois a verdadeira história do filme não é essa.
 
Walter (de terninho azul-claro na foto acima) é um Muppet que cresceu viveu para sempre como irmão de Gary (Jason Segel). Conforme o tempo foi passando, Walter percebeu que era diferente dos outros, mas ele não sabia exatamente no que era diferente ou por que, até que um dia ele descobriu o programa dos Muppets na TV e se identificou com eles, que passaram a ser seus maiores ídolos.
 
Certo dia, Gary resolve fazer uma viagem de turismo para Hollywood junto com as pessoas especiais para ele - sua namorada Mary (Amy Adams) e Walter. Mary espera que a viagem seja romântica para os dois, mas Walter espera realizar seu sonho de conhecer os estúdios do Muppet Show... só que o sonho de Walter está prestes a ser destruido, pois durante uma visita aos estúdios (agora já abandonados), ele acaba, por acaso, ouvindo o empresário Tex Richman (Chris Cooper) negociar a compra do terreno para demolí-lo. Walter então conta com a ajuda de Gary e Mary para encontrar todos os Muppets e tentar impedir os planos de Richman.
 

 
A parte técnica do filme é muito competente. Como sempre, os Muppets são mágicos, algumas vezes vistos de corpo inteiro e você fica pensando como estão se mexendo daquela forma. Os números musicais - hoje o meu atrativo favorito nos Muppets - são exaltados e belos, enquanto que o humor do filme carrega a clássica medida de inocência e cinismo capaz de conquistar tanto crianças quanto adultos.
 
Porém, o filme não é recomendado às pessoas que, como eu, foram da época de Os Muppets Conquistam Nova York e Muppet Babies... não tem os dubladores clássicos (já que o novo filme foi dublado no Rio, podiam ter chamado o cast do desenho) e Caco já não é mais Caco - a Disney teve a audácia de deixar o nome norte-americano "Kermit".
 
Ainda falando da dublagem, como o filme é composto de diversos números musicais entre as passagens, ainda que a adaptação das letras das músicas tenha ficado muito boa... é válido observar que nem todos os dubladores escalados "topam cantar", sendo que alguns dos personagens têm suas vozes trocadas durante as músicas - essa prática, que não é de hoje, me causa uma estranheza terrível.
É, eu esperava mais do filme. Acabou sendo uma experiência não muito boa (principalmente com o número de crianças barulhentas dentro da sala).
Mas talvez o problema esteja comigo, pois sou mal acostumada... não só com a recente onda de musicais brasileiros, mas também com os dubladores japoneses de animes, que cantam sempre que o papel pedir, mesmo que sua voz não seja boa para o canto e mesmo que o tom do personagem seja diferente da sua voz normal.
 
Infelizmente o filme só está disponível dublado, portanto, se você for daqueles nostálgicos que têm dificuldade de largar das convenções préviamente formadas, espere pelo DVD e veja legendado.
Apenas recomendado se você nunca viu nada dos Muppets (apesar do filme conter piadas recorrentes de filmes anteriores).
 

Assista ao trailer:


 

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16/11/2011

Review: O Preço do Amanhã


 
Nome Original: In Time
Diretor: Andrew Niccol
Elenco: Justin Timberlake, Amanda Seyfried, Cillian Murphy
Ano: 2011
Visto em: 15/11/2011
Review contém spoilers? Não
 
O expectador desatento, quando se depara com um trailer de O Preço do Amanhã, pode até achar que é mais um filme que fala sobre "tempo"... mas essa afirmação é equivocada. O assunto principal deste filme é "vida eterna".
 
Outra coisa que engana no trailer é o fato de Cillian Murphy parecer interpretar, mais uma vez, um vilão. Outra vez uma afirmação equivocada, pois se trata de... hm, tipo um antagonista, mas definitivamente não é um vilão. O que é algo muito bom, pois indica que aquele olhar marcante não serve só pra fazer vilão~
 
Mas apesar de o trailer fazer o filme ser um tanto atraente, pra alguns o conceito pode parecer batido. Será?
 

 
Num futuro muito, muito distante, todas as pessoas nascem com um contador digital constantemente visível em seu braço esquerdo: Esse contador marca precisamente os anos, meses, dias, horas, minutos e segundos que a pessoa tem antes de parar de "funcionar" - apesar de todos nascerem com o "relógio" marcado com 1 ano, ele só se move na hora que a pessoa completa 25 anos, que também é a idade em que todos param de envelhecer, porém, inicia-se a contagem regressiva que, caso zere, a pessoa desmaia, decretando sua morte natural instantaneamente.
 
Will Salas (Justin Timberlake) é um jovem de 28 anos que trabalha numa linha de produção. Ele recebe seu "pagamento" de 24 horas adicionais todos os dias, e é exatamente assim que vive a maioria das pessoas na periferia - um dia de cada vez.
Só que Will acaba encontrando um cara que incrivelmente já viveu por mais de 100 anos, e ainda carrega outros 100 no braço. Esse homem misterioso, após Will salvá-lo de um atentado, transfere quase todo o seu tempo para Will, então morrendo na manhã seguinte.
 
De posse de "todo o tempo do mundo", Will parte numa jornada para descobrir mais sobre esse sistema e tentar libertar os pobres do "corre corre" de todos os dias - uma atitude que passa a incomodar não só a alta sociedade daquele mundo, mas também a polícia, que suspeita da forma como um suburbano teria adquirido 100 anos assim tão fácil.
 

 
Apesar de mostrar a sociedade crua e brutal como ela realmente é, apenas mudando a moeda do dinheiro para o tempo, o filme todo é muito bonito - as cenas de ação são bem filmadas, as "mortes" bem coreografadas, a trilha sonora e a fotografia seguindo o padrão para filmes de ação... mas tem um defeito, aliás, dois - os protagonistas.
 
Justin Timberlake deveria ter ficado no ramo musical e de lá nunca ter saído - a atuação do "Mr. Sexyback" é péssima e não convence nos momentos mais cruciais do filme (o choro dele é horrível, parece que tá rindo).
Já Amanda Seyfried, a antes "Garota da Capa Vermelha", aqui se encontra ainda amadurecendo como atriz, mas no caso dela eu tenho alguma dúvida por causa do papel que ela interpreta neste filme - por vezes chega a ser um porre, mas é uma personagem fundamental para a trama.
Ainda bem que existem os colírios! Cillian Murphy salva o filme de ser um desastre no quesito elenco, interpretando o policial no encalço do protagonista - personagem esse que parece ter feito curso intensivo com o Capitão Nascimento, pois é implacável e incorruptível como o próprio =D
 
Ainda que a dupla principal não seja muito boa, isso não impede o filme de garantir um bom e velho pipocão pra quem curte ação, e também providencia ótima diversão pra quem curte ler as entrelinhas.
Recomendo, sem medo de perder seu tempo ao assistir =D
 

Assista ao trailer:


 

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14/11/2011

Review: O Palhaço


 
Diretor: Selton Mello
Elenco: Selton Mello, Paulo José, Moacyr Franco
Ano: 2011
Visto em: 29/10/2011
Review contém spoilers? Sim
 
Feriadão prolongado, alegria no ar - nada melhor que aproveitar para ir ao cinema e ver O Palhaço!
 
Não, definitivamente não estou fazendo jabá do filme, e se engana quem acha que este é um filme de comédia, porque não é.
Senhoras e senhores, O Palhaço não só é um drama, como também faz parte do "cinema arte", o que definitivamente foi uma ótima surpresa pra mim, que pelos trailers esperava uma comediazinha sem vergonha, mas ao final do filme me faltava palavras para dizer algo sobre a experiência que acabara de passar.
 
O review, que tardou mas não falhou, você confere agora:
 

 
"Pangaré" é o nome artístico de Benjamim (Selton Mello), palhaço que contracena com "Puro Sangue" (Paulo José) no Circo Esperança - um grupo tradicional que abriga diversos profissionais há anos. Porém, Benjamim começa a se cansar da vida circense: sempre na pindaíba, vez ou outra sendo enganados pelas pessoas, e até não conseguem ser levados a sério por discriminação de sua profissão.
 
Benjamim então decide - como um decadente "palhaço triste" - se separar do circo para perseguir seu maior sonho: Adquirir um ventilador.
Uma vez mesmerizado pelo girar das hélices, Benjamim nunca mais conseguiu se esquecer do ventilador, partindo então numa jornada em busca desse item mágico que proporciona frescor instantâneo.
 
Enquanto isso, no Circo Esperança, a saída de Benjamim se torna o estopim para algumas mudanças no elenco, porém, é certo que todos sentem muita saudade de "Pangaré".
 

 
A busca doentia de Benjamim pelo ventilador proporciona alguns dos melhores momentos do filme, onde sonho e realidade se misturam (afinal, se o ventilador está em cima de uma caminhonete, funcionando... aonde está a tomada?).
 
Mas definitivamente o mérito está com os brilhantes coadjuvantes: Moacyr Franco, Jorge Loredo, Tonico Pereira, Ferrugem... há tantos bons nomes no filme que é difícil citar um só, porém, todos brilham de igual para igual, ajudando a fazer de O Palhaço um excelente espetáculo.
 
Mas o que seria do elenco se não fossem os técnicos por trás do show, e nesse quesito o filme também está ótimo: Fotografia e trilha-sonora estão impecáveis, e a história caminha de uma forma que, ao chegar no final, te deixa um sabor de "quero mais".
 
Uma obra prima que deve ser apreciada com moderação, afinal, a natureza artística do filme talvez não agrade ao seu paladar.
 

Assista ao trailer:


 

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31/10/2011

Review: Cowboy Bebop - O Filme

Com este review, desejo um ótimo Halloween para todos os leitores do GNO! =D
 

 
Nome Original: カウボーイビバップ天国の扉
Diretor: Shinichiro Watanabe
Elenco: Kouichi Yamadera, Megumi Hayashibara, Tsutomu Isobe
Ano: 2001
Visto em: 29/07/2011
Review contém spoilers? Não
 
Eis aqui o meu primeiro review de um anime em formato longa-metragem. Ele foi exibido durante o Anima Mundi deste ano e eu estava lá para prestigiar o bom som de Yoko Kanno, de quem adoro os trabalhos realizados em trilhas sonoras.
 
Gostaria de deixar claro que eu não tive nenhum contato prévio com Cowboy Bebop, ou seja, eu nunca ví o anime ou lí o mangá, mas confesso que tinha curiosidade, já que é considerado um dos grandes clássicos da animação japonesa.
 
Agora que já estamos a par das considerações, vamos ao review!
 

 
O "Esquadrão Bebop" é um grupo de mercenários dispostos a topar qualquer negócio, contanto que recebam seu ganha-pão.
Compondo o grupo temos Spike Spiegel, - perito em artes marciais, armas de fogo e comando de aeronaves - Faye Valentine, - também pilota, além de ser a beldade em pessoa - Jet Black - o integrante mais velho da trupe, híbrido e sensato - e Ed - uma jovem hacker cheia da molecagem.
 
Tudo começa quando eles decidem ir atrás de um outro hacker que anda causando problemas com rombos de segurança, porém, acabam descobrindo que o verdadeiro buraco está muito mais em baixo, quando o hacker possui ligação com um perigoso terrorista, Vincent Volaju, que ameaça tocar o terror utilizando-se da nanotecnologia para criar um virus letal, assim planejando realizar seu ataque na multidão reunida para a festa do Halloween.
 
No meio disso temos Electra, uma agente especial da polícia, que entrou em ação com o mesmo objetivo - parar Vincent a todo custo - porém, Electra prefere agir só, lutando também contra o grupo de Spike, que descobre que a policial parece conhecer "muito bem" o passado do terrorista.
 

 
E é em torno dessas três forças opostas que gira a história do longa.
Perseguições aéreas, disfarces, investigações, ação e romance - este longa tem de tudo um pouco, mas o melhor (além, é claro, da trilha sonora) é mesmo a qualidade da animação! O combate que Spike realiza é ao melhor estilo "stunt" já consagrado por Jackie Chan: ainda que uma animação, as sequências de ação são fluentes, com movimentos realistas e bem demarcados.
 
Com tanta coisa boa, é certo que houvesse alguma falha...
Depois de tudo o que acontece, o final é o mais prematuro possível - termina e você fica com aquela cara de paisagem tipo "...Ah, já acabou? Assim mesmo?". Não que ficassem assuntos pendentes, longe disso, porém, podiam ter feito uns minutinhos de epílogo que não ia matar ninguém XD
 
Pra quem ainda não sabe, o longa-metragem de Cowboy Bebop foi lançado em DVD no Brasil, trazendo no elenco vozes já conhecidas dos fãs da dublagem, como Guilherme Briggs, Ricardo Schnetzer e Miriam Fischer - vale a pena conferir. Eu tive a oportunidade de assistir as duas dublagens, em japonês e português, e as duas são bem competentes.
 

Assista ao trailer:


 

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25/10/2011

Review: Gigantes de Aço

METRALHADORA DE REVIEWS - TATATATATÁ!!
 

 
Nome Original: Real Steel
Diretor: Shawn Levy
Elenco: Hugh Jackman, Dakota Goyo, Karl Yune
Ano: 2011
Visto em: 23/10/2011
Review contém spoilers? Não
 
Todo filme que carrega o nome de Steven Spielberg na produção gera um burburinho da mídia... ou ao menos gerava. Estou impressionada com a falta de propaganda que este filme teve - não ví trailers no cinema e nem comerciais na TV, quando o filme é aquele genuíno "sessão da tarde" com uma criança protagonista em meio a um mundo fantástico, ou seja, bilheteria garantida para toda a família.
 
Alerto também que, apesar de eu admitir ser fã de Jackie Chan, Robert Downey Jr., Wagner Moura, entre outros que nunca me canso de elogiar (pois afinal, o review é meu, faço questão de ser parcial, assim como os grandes críticos de cinema o fazem)... eu não gosto nem um pouco do Hugh Jackman - fui assistir porque adoro robôs, e nisso posso afirmar que fui muito bem servida =D
 

 
Num futuro alternativo que nunca vai acontecer tão cedo assim - no ano de 2020 as lutas de MMA e boxe caíram de moda, dando lugar a batalhas com robôs controlados por humanos: um esporte onde pode haver lutas até a "morte" sem derramar uma gota de sangue, ou seja, diversão sem limites.
 
Charlie Kenton (Hugh Jackman) é proprietário de um desses robôs. Mas aparentemente ele não sabe investir a grana que ganha nos combates, pois se encontra afundado em dívidas. Como se já não bastasse, logo após a abertura do filme, o que vemos é seu robô sendo despedaçado em combate.
Ferrado e mal pago, Charlie acaba descobrindo que além de ter que arrumar um novo robô, sua ex-mulher acaba de falecer, deixando o filho Max (Dakota Goyo) para ele cuidar.
 
Depois de muito acerto de contas entre o teimoso pai fanfarrão e o filho com trauma de rejeição, ambos vão clandestinamente à um ferro velho para buscar peças capazes de formar um novo robô. Começa a chover forte e Max desliza barranco abaixo, até que acaba parando pendurado em alguma coisa. Depois de quase enfartar, Charlie o resgata, e os dois descobrem que o que salvou a vida do menino foi a mão de um robô, inteiro e aparentemente intacto, que estava enterrado lá no lixão.
Após desenterrá-lo, descobrem que era um robô já considerado obsoleto, produzido há 13 anos atrás, cujo tronco carrega a palavra "Atom", pela qual Max o batiza, apegado pelo fato do robô tê-lo salvo. O problema começa quando esse apego se transforma em desejo de fazer com que Atom se torne um robô lutador, mas Charlie não concorda com isso...
 

 
E aí, caro leitor, temos muito eye-candy tecnológico regado à conflitos familiares.
 
...
 
Aham, uma coisa não tem absolutamente nada a ver com a outra, mas incrívelmente este filme fala tanto sobre "pai e filho divorciados" quanto "batalhas de robôs" - não é fantástico o que Hollywood consegue fazer?
Sim, eu saí do filme 90% satisfeita, quem me acompanhou disse que o filme superou as expectativas (eram baixas quando entrou na sala), e as crianças presentes na sala saíram desferindo socos no ar. Resultado final: todos felizes!
 
Agora falando sob uma lente técnica, o filme está cheio de referências ao Japão e, pasme-se, ao Brasil. A computação gráfica utilizada no filme consegue passar um realismo impressionante, pois é possível ver todos os circuitos dentro dos robôs (lindos). Já os efeitos sonoros são estrondosos (quem puder, veja no Imax). Essa perfeição técnica ajuda a construir o universo do filme, que apesar de ser fantástico, é um universo bem "pé no chão" - temos apostas e todo um submundo de "rinha robótica".
E em meio a toda "feiura", os 10% que faltaram pra mim foram justamente no final do filme - eu esperava por algo pior, algo mais "real" como o próprio nome original sugere... mas o final serve para nos lembrar que, afinal, esta é uma produção hollywoodiana direcionada ao público mais jovem, portanto as coisas tem a "obrigação" de ficarem bem arranjadas no final.
 
Curtir, sem medo de ser feliz, é pra isso que Gigantes de Aço está em cartaz.
 

Assista ao trailer:


 

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23/10/2011

Review: Supercop


 
Nome Original: Police Story 3
Diretor: Stanley Tong
Elenco: Jackie Chan, Michelle Yeoh, Maggie Cheung
Ano: 1992
Visto em: 19/10/2011
Review contém spoilers? Não
 
Acredito que todo verdadeiro fã de Jackie Chan já assistiu à exaustão os dois primeiros filmes da série Police Story na sessão vespertina, mas infelizmente, até onde o Google pode me dizer, o terceiro filme da série nunca foi lançado por estas bandas.
 
Tendo aderido recentemente à modinha do Netflix, me surpreendi ao ver, entre os poucos filmes de Jackie Chan disponíveis até o momento (3), um título que eu desconhecia - era "Supercop", o título americano da terceira parte da saga Police Story!
Mas e aí, "Será que é bom?" ...Acompanhe o review para saber =D
 

 
Depois de botar o dedo nas feridas da sociedade oriental, combatendo malfeitores, desmontando quadrilhas de drogas, e depois disso tudo ainda arrumando tempo para discutir a relação com a namorada, o policial Chan Kakui (Jackie Chan) está de volta a ativa!
 
Após sua impulsividade gerar fama entre as delegacias japonesas, Kakui acabou sendo convidado para ajudar a polícia chinesa, que vem sofrendo com os problemas gerados por um grupo de traficantes. Ao chegar na China, conhece a bela agente Jessica Yang, que além de dominar as artes marciais, faz parte da Interpol.
Os dois ficam encarregados de, sob disfarce, resgatar um homem conhecido como "Pantera" - irmão do poderoso chefão dos traficantes chineses, Chaibat - assim adquirindo a confiança deles para, num momento oportuno, prender todo o bando.
 

 
O plano poderia correr sem qualquer problema, não fosse a presença de uma única pessoa - May. Sim, meus caros, a namorada de Kakui está de volta em Police Story 3, e ela promete destruir os planos dele mais uma vez... ainda que "sem querer, querendo" =P
 
Além de May, o tio Bill também marca sua hilária presença nesta continuação. Junto com o retorno desses personagens, temos outras características marcantes da série Police Story: as explosões gigantescas e as lutas realizadas em locais perigosos, como topos de prédios e veículos em movimento.
Mas o destaque do filme certamente é a nova personagem, interpretada por Michelle Yeoh - a agente Yang consegue ser tão ágil quanto Kakui, ajudando-o nas batalhas e quase roubando a cena sempre que entra em ação! É importante notar que Michelle, assim como Jackie, também dispensa o uso de dublês - suas lutas são igualmente reais, fazendo com que Police Story 3 siga o padrão de ação desenfreada da série.
 
A única coisa que o filme fica devendo é realmente o ineditismo no Brasil, ou seja, ele não possui dublagem - quem já se acostumou a ouvir as frases de moral de Chan Kakui, proferidas pela poderosa voz de Ricardo Schnetzer, certamente vai sentir saudades.
Apesar disso, Police Story 3 não deixa de ser um filme imperdível pra quem já viu os outros da série. Porém, meu favorito ainda é e sempre será o New Police Story =D
 

Assista ao trailer:


 

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17/10/2011

Review: Contra o Tempo


 
Nome Original: Source Code
Diretor: Duncan Jones
Elenco: Jake Gyllenhaal, Vera Farmiga, Michelle Monaghan
Ano: 2011
Visto em: 12/10/2011
Review contém spoilers? Nada além do que o próprio trailer mostra.
 
Desde que o mundo é mundo que o "tempo" é algo supervalorizado pelas pessoas - nos dias atuais ainda mais, pois temos toda uma cultura de imediatismo na sociedade.
 
Então também não é de hoje que temos ficções onde o tema principal é a busca pela alteração do tempo, seja com viagens ao passado, futuro, ou até diversas linhas do tempo correndo juntas. Vendo por esse lado, Contra o Tempo não oferece nada que você já não tenha visto em outros filmes ou mídias - sendo assim, o que é que este filme tem a oferecer de diferente?
 

 
Num dia ensolarado, tudo vai indo conforme a sua rotina. Num trem com destino para Chicago, Colter Stevens (Gyllenhaal), piloto das forças armadas norte-americanas, acorda de um cochilo e não reconhece ninguém a sua volta, apesar da mulher sentada à sua frente (Monaghan) estar conversando com ele e estranhar a falta de senso do rapaz. Não demora muito e ele percebe que sua consciência está no corpo de outra pessoa, mas aí nem dá tempo de entender o "choque" direito, pois o trem acaba explodindo e Stevens morre junto com todos os outros tripulantes do trem.
 
Depois do "momento Yuyu Hakusho" (onde logo no primeiro episódio, Yusuke Urameshi morre num acidente de carro...), Stevens acorda num susto, já em outro local e vestindo outras roupas - ele se encontra preso dentro de uma cabine aparentemente lacrada, cheia de fios, com pouca luminosidade e sem visão exterior, cujo único meio de comunicação com o mundo lá fora é uma pequena tela LCD de onde uma oficial chamada Goodwin (Farmiga) chama por ele.
Depois de pedir incessantemente por explicações, Goodwin revela que aquele trem foi alvo de um ataque terrorista, mas Stevens pode se apropriar da consciência daquele passageiro e reviver os últimos 8 minutos antes da morte na explosão - seu objetivo é usar desse tempo para descobrir a identidade do terrorista, que está a solta e pode realizar outro ataque a qualquer momento do "tempo presente".
 

 
A partir daí, Stevens retorna aos 8 minutos de novo, de novo e de novo. Tudo graças a um programa revolucionário chamado Código Fonte, onde é possível reviver esses 8 minutos, não como uma simples memória, mas como se fosse parte de uma realsade alternativa. É aqui, senhoras e senhores, onde está todo o charme do filme.
 
Mas também é aí que mora o perigo de um filme como esse, porque é muito fácil cometer gafes de roteiro quando você precisa mexer constantemente com "flashbacks". Mas fico feliz em afirmar que Contra o Tempo não apresenta qualquer falha aparente, claro, considerando as limitações da minha memória imediata humana e passível de falhas.
 
Recomendado pra quem gosta de suspense e mistério regado com muita technobabble característica das ficções científicas.
Este filme entra pra lista daqueles em que é divertido ficar assistindo, de novo e de novo, e a cada vez você percebe ainda mais detalhes, tamanha "intrincidade" da coisa!
 

Assista ao trailer:


 

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Thor
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Assalto ao Banco Central

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01/09/2011

Review: O Homem do Futuro

 

 
Diretor: Claudio Torres
Elenco: Wagner Moura, Alinne Moraes, Gabriel Braga Nunes
Ano: 2011
Visto em: 20/08/2011
Review contém spoilers? Sim
 
Neste final de semana estréia O Homem do Futuro - filme audacioso por trazer como tema uma ficção científica..... ambientada no Brasil, com cast brasileiro e músicas brasileiras.
 
Sim, a desconfiança é iminente, mas tenho a felicidade de afirmar que é a melhor experiência com ficção científica que já existiu nos últimos 8 meses, portanto, prato cheio para nós, meros GNOs =D
 

 
"Zero" (não aquele da série Rockman) é o apelido de um cientista semi-quarentão, idealista ao ponto de desenvolver uma máquina capaz de gerar energia elétrica através da conversão de partículas (ou seja, do nada). Para provar que sua invenção não possui qualquer contra-indicação letal, ele mesmo entra no interior da máquina, mas quando ela é ligada, acaba transportando o cientista de volta à sua festa de formatura, 20 anos atrás - o dia que desgraçou toda sua vida e o fez pra sempre ser chamado de "Zero".
 
Como todo cientista tem sua porção de insanidade, Zero se aproveita da chance para mudar seu passado. Mas quando retorna ao futuro, as coisas mudaram... para pior. E agora, o que fazer? Oras, a mesma máquina, para retornar mais uma vez e tentar mudar o futuro de novo!
 
É no meio dessa confusão que temos, então, três Wagner Mouras contracenando juntos na mesma cena, provocando risos no cinema inteiro - enquanto o primeiro dá uma de cientista maluco e ameaça ele mesmo de morte, o "novo Zero do futuro" tenta desfazer toda essa merda que ele mesmo fez, e o jovem, no meio dos outros dois, tenta entender a razão de tal encontro fantástico com ele mesmo.
 

 
Obra-prima do cinema nacional, do Futuro chega aonde nunca nenhum filme brasileiro já foi - provando que o Brasil consegue, sim, produzir ficção científica de qualidade.
 
Falando em produção, o filme está praticamente perfeito, técnicamente falando. Mesmo com todas as idas e vindas na história, não há falhas de roteiro, assim como também não existem as temíveis falhas de continuidade - a cena da festa de formatura, por exemplo, é sem dúvidas a cena mais difícil do filme, e em todas as vezes os figurantes estão sempre iguais, mesmo em diferentes ângulos de câmera. O filme realmente foi produzido com uma atenção minunciosa, e eu parabenizo a equipe responsável!
 
Recomendadérrimo, ainda mais por conseguir a proeza de fazer uma música do Legião Urbana ficar boa (a versão do filme) =P
 

Assista ao trailer:


 

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Assalto ao Banco Central
Don Juan DeMarco

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24/07/2011

Review: Assalto ao Banco Central

E vamos que vamos, pois ainda tem outros quatro filmes os quais procrastinei o review...
 

 
Diretor: Marcos Paulo
Elenco: Milhem Cortaz, Eriberto Leão, Lima Duarte
Ano: 2011
Visto em: 23/07/2011
Review contém spoilers? Sim
 
Mesmo eu gostando do atual cenário do cinema brasileiro... as vezes sai uma bomba como essa - aqui temos novamente o famoso caso do trailer que é melhor que o filme, gerando uma expectativa que, quando você vai, de fato, assistir ao filme, acaba saindo com cara de "mé".
 
O pior é notar que mesmo o cast sendo bom, e coisas técnicas como fotografia e edição também serem boas, um roteiro ruim acaba "esculachando" o filme inteiro, que depende o tempo todo de piadinhas estilo Tropa de Elite pra se sustentar, pois conteúdo Banco Central não tem nenhum.
 

 
Tudo começa quando o "Barão" (Milhem Cortaz) procura contratar uma equipe de diversos especialistas para executar um roubo "cinematográfico" - na equipe temos especialista em escavação, especialista em formar vira-casacas, e até mesmo especialista em foder a vagabunda mulher do próprio Barão.
Do outro lado da moeda temos o delegado Chico (Lima Duarte) e a investigadora Telma (Giulia Gam), dois policiais encarregados de desvendar o crime e prender todos os envolvidos.
 
Pra quem já conhecia a história, sabe que o assalto até hoje não teve conclusão, ou seja, o final da história é aberto mesmo. Porém, o filme dá tantas voltas que acaba se perdendo (e perdendo seus espectadores) bem antes de chegar no final.
 
Veja bem - de forma alguma estou criticando a forma como a história é contada, até achei bem-vinda a decisão de conduzir o filme de forma não-linear, mas o que eu quero criticar severamente é a falta de objetividade do roteiro.
Peço perdão à quem acompanha meus reviews de filmes, mas não tem como eu não ser repetitiva agora - reciclando a mesma frase dita no review de Federal, afirmo que Banco Central dá uma grande ênfase na vida pessoal desse grupo de ladrões... a troco de nada.
 

 
O filme está recheado de cenas e diálogos totalmente inúteis. A experiência que se arrasta por 1:40 poderia muito bem ser contada em menos de uma hora. Além disso, há um indesejável excesso de cenas de sexo, onde conseguiram se "superar" ao já começar o filme numa - se eu quisesse ver putaria eu procuraria um bom material erótico que fizesse o meu gosto, mas isso é a última coisa que eu quero ver num filme de ladrão e polícia.
Falando em "filme de ladrão", afirmo até que o próprio nome do filme é uma propaganda enganosa, pois a história aqui contada não é precisamente sobre o assalto, mas sobre todas as pessoas envolvidas por esse crime.
 
Não dispenso parabenizar a ousadia da produção, pois fazer um filme de grande assalto ambientado no Brasil é uma tarefa difícil, especialmente quando já temos outros tantos hollywoodianos muito melhores que Banco Central, e é exatamente nisso que o filme peca: é uma produção "Global" (o próprio site do filme carrega uma destoante header da Globo.com) que não se preocupou em seguir a receita desses tantos filmes de grandes assaltos, por fim se perdendo ao dar foco nos problemas dos personagens em vez da ação do roubo própriamente dito.
 
Para os mais exigentes, Banco Central é uma experiência totalmente dispensável - fiquem com a trilogia ## Homens e Um Segredo que é muito mais objetiva.
 

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19/07/2011

Novo diretor do filme de Uncharted diz que começará do zero


Neil Burger foi convocado para ser o novo diretor do filme baseado em Uncharted. Felizmente, ao contrário de David O. Russell, o diretor anterior, Burger planeja ser fiel ao jogo.

"Nós principalmente estamos começando desde o início e voltando ao videogame. Principalmente por que há várias coisas legais e, na verdade, do próprio videogame, se você sabe", disse Burger ao site Crave Online.

"É realmente um dos videogames mais cinemáticos e um que desenvolve os personagens. Então, você sabe, há várias coisas bacanas e realmente intensas que, se funcionarem para a história do filme, eu quero usar", comenta.

Burger também enfatizou o foco mais moderno para a fórmula que Indiana Jones criou no passado, mas fez um comentário estranho relacionando com a franquia Bourne e sua relação com os filmes de ação. "Este é um filme bastante diferente de caça ao tesouro", segundo Burger.

Por fim, ele comentou sobre a possibilidade de Nathan Fillion ser Nathan Drake no filme. Ele disse que isso chamou a atenção dele devido aos pedidos dos fãs, mas como há vários atores que poderiam interpretar Drake e que tudo está sendo feito do início, Burger comenta que primeiro vão finalizar o screenplay e toda a história, para aí sim, ver que atores estão disponíveis para representar Drake.

Fonte
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14/06/2011

Os Vingadores (filme) - arte conceitual

Um "pôster" do filme surgiu na internet, e aparentemente é verdadeiro, pois foi exposto no evento Licensing International Expo.
OLHA SÓ ESSA LOUCURA ABAIXO!!
O que acharam? É só uma foto ruim de um desenho, mas dá pra notar as mudanças!
Uniforme do Capitão América já diferente do seu filme, o mesmo com o Homem de Ferro e vemos também o Gavião Arqueiro usando um uniforme muito semelhante à sua versão Ultimate! Assim que surgir em qualidade melhor, postarei aqui este pôster!
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15/05/2011

Review: Don Juan DeMarco


 
Nome Original: Don Juan DeMarco
Diretor: Jeremy Leven
Elenco: Johnny Depp, Marlon Brando, Faye Dunaway
Ano: 1994
Visto em: 15/05/2011
Review contém spoilers? Não
 
Há duas coisas com as quais cinéfilos precisam tomar extremo cuidado, são elas: filmes antigos de atores que você aprecia e filmes recomendados por terceiros.
 
Não que filmes antigos sejam experiências ruins - eu gosto de vários filmes antiquérrimos, como A Canção do Sul que é de 1946 - mas há alguns filmes que são simplórios demais ou que não se preocupam em manter um roteiro consistente, e é exatamente com isso que DeMarco sofre.
 

 
Jack Mickler (Brando) é um psiquiatra que está prestes a se aposentar, porém, certa noite ele atende um chamado um tanto quanto inusitado: Há um cara vestido de Zorro no topo de um outdoor a fim de se suicidar. Após descobrir que tal sujeito afirma ser Don Juan DeMarco - lendário conquistador da Espanha - Jack só consegue fazer com que o jovem desista de se matar sob a condição de assumir a identidade de Don Octavio DeFlores e "entrar no jogo" do suposto conquistador.
 
Agora internado na clínica de psiquiatria, Don Juan (Depp) aos poucos conquista os funcionários com suas histórias mirabolantes, mas em especial mudando a vida de Jack, que procura desvendar o verdadeiro passado do jovem e qual seria sua motivação para se passar por Don Juan.
 

 
Apesar dessa proposta ser até interessante, o filme não sabe se quer ser um drama sobre a vida ou um pornô com roteiro supra-elaborado. Entre as idas aos contos de Don Juan e as lidas diárias da clínica de psiquiatria, achei que o filme dá muitas voltas pra pouco efeito, levando a um final totalmente previsível.
 
Vale a pena pela mensagem que Depp consegue passar durante o filme, mas é difícil ver alguma outra valia que não seja o fanservice gratuito - definitivamente há outros filmes de romance melhores que esse, tanto da mesma época quanto mais atuais.
 

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Federal

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Review: Federal


 
Diretor: Erik de Castro
Elenco: Selton Mello, Carlos Alberto Riccelli, Michael Madsen
Ano: 2010
Visto em: 14/05/2011
Review contém spoilers? Não
 
Gente que acha que cinema brasileiro é ruim devia assistir esse filme... pra ter um parâmetro de como é algo verdadeiramente ruim, pois mesmo a sempre excelente atuação de Selton Mello não ajuda a tirar esse filme do buraco.
 
Na direção temos o novato Erik de Castro, que também assina produção e roteiro - isso já indica que o filme é exclusivamente do gosto dele, porém, talvez o filme agrade quem tenha gosto semelhante...
 

 
"Dani" (Selton) é um integrante da polícia federal de Brasília que, com a companhia de Lua, Rocha, e sob o comando de Vital, investiga um "peixe grande" do tráfico de drogas conhecido como Beque.
A partir daí rola muita discussão, tiroteio, derramamento de sangue, rave, até mesmo capoeiristas - o que esses dois últimos tem a ver com o filme? Só vendo para crer...
 
Mais que o conflito entre polícia e bandido, Federal dá uma grande ênfase na vida pessoal desse grupo de policiais... a troco de nada.
 

 
A começar que, pelo making of do DVD e pelo número de patrocinadores vistos ao final do trailer, é nítido que a equipe tinha todos os recursos pra fazer de Federal um bom filme - temos atores internacionais contracenando de igual para igual com atores brasileiros, e os responsáveis pelos efeitos especiais e pela maquiagem também são internacionais, além de Selton e os outros terem recebido treinamento da própria polícia federal para realizarem seus papéis como agentes.
 
Porém, o que vemos é algo mal planejado, que lembra aquelas produções independentes de faculdade. A fotografia é ruim; a iluminação só é boa quando há a "ajuda" da luz solar; as coreografias das cenas de ação são péssimas e não se esforçam nem um pouco pra encobrir a "falsidade" da ficção; o áudio das falas é baixo demais, demonstrando que houveram erros na captação ou durante o processo de mixagem...
 
Mas o defeito principal de Federal é o roteiro confuso e inconclusivo. Apesar da proposta ser muito simples, sem profundidade, o filme é recheado de apelação - desde o uso das palavras de baixo calão até as cenas de sexo. Há muitas cenas que são totalmente dispensáveis ou longas demais, apesar do filme ter só uma hora e meia, a história dava pra ser contada sem equívocos em menos de uma hora.
 
Não há muito mais o que falar sobre o filme, e o cinema brasileiro tem obras infinitamente melhores que essa.
 

Assista ao trailer:


 

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Esquadrão Classe A

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