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30/11/2011

Review: Tiger & Bunny


 
Nome Original: タイガー&バニー
Produção: Sunrise, Bandai Visual
Elenco: Hiroaki Hirata, Masakazu Morita, Koji Yusa, ...
Ano: 2011
Visto: 25 episódios (inteiro)
Episódio favorito: 14
Review contém spoilers? Não
 
Tiger & Bunny é uma franquia concebida originalmente como anime, tendo estreado nas redes de TV japonesas, como MBS e Tokyo MX, em Abril deste ano. Desde então o anime ganhou notoriedade com seus personagens visualmente gostosos - até mesmo as garotas, apesar de baixinhas, são belíssimas e lutam de igual pra igual junto com os outros personagens.
Mais tarde este ano, Tiger & Bunny também virou mangá, sendo serializado na Miracle Jump, mas também online na Niconico Ace. Além disso, um longa-metragem já está previsto para 2012.
 
Um aspecto imediatamente percebido é que os mocinhos "vestem" marcas verídicas do nosso mundo, como Pepsi, Bandai, Figuarts e Animate.
Sim, este anime é, antes de tudo, um produto altamente comercial, gerado pra vender quinquilharias e marcas associadas... mas o pior é que FUNCIONA - uma das qualidades deste anime (fora os personagens gostosos) é a história bem planejada, apesar de recheada de clichês, o que torna Tiger & Bunny uma grande armadilha de capturar otakus... mas quem é que não gosta de cair nessas armadilhas, né =P
 

 
Aqui eles levam a sério o estereótipo "super-herói": Coisa que préviamente em Viewtiful Joe era tomada com certo deboche, em Tiger & Bunny os heróis fazem parte de um segmento comercial de alto nível, tornando-se influência social no contexto da história ao levar pra frente toda uma indústria milionária.
 
"Hero TV" é o nome do reality show mais popular do momento, onde vemos um grupo de super heróis combatendo o crime, resgatando civis em perigo e fazendo apresentações espetaculares - tudo isso valendo pontos, que acumulados geram um disputado ranking dos super-heróis, onde o primeiro colocado atinge grande fama, participando de talk-shows e ensaios fotográficos, mas principalmente, arrecadando um bom salário~
 
No meio dessa indústria, Wild Tiger - nome "de guerra" de Kotetsu Kaburagi - é um herói experiente e energético, porém, em decadência no ranking: Como consequência, isso gera uma imagem ruim para seu patrocinador, fazendo com que Wild Tiger viva na pindaíba, até que certo dia ele é comprado por outra empresa, muito maior, que lhe garante até um novo uniforme high-tech... parecia ser a calmaria depois da tempestade, porém, o que Wild Tiger não esperava era que ele fosse colocado como parceiro de outro herói - o novato Barnaby Brooks.
 
Além de parcerias costumarem ser sempre a pedra no sapato dos super-heróis, Barnaby é um herói não-convencional, pois não tem pudor de revelar sua imagem ao público sem máscaras no rosto, além de não utilizar um nome-fantasia, preferindo que seja chamado pelo seu nome verdadeiro. Além de tudo, Barnaby é jovem, belo, comportado e único herdeiro de uma rica família - o total oposto de Wild Tiger, que já é pai de família, desajeitado, impulsivo, e luta não só contra vilões, mas também contra as contas a pagar.
 

 
É nesse sentimento genuinamente brasileiro de não desistir jamais que Wild Tiger tenta engolir a parceria com Barnaby, o qual ele atribui o apelido de "Bunny" pra tirar onda.
O desenrolar desse relacionamento é basicamente do que se trata o anime, pois apesar deles serem heróis e terem que salvar pessoas de grandes ameaças, eles também têm de encarar seus problemas pessoais - não só Wild Tiger e Barnaby, como também os outros heróis que compõem o programa Hero TV: Blue Rose, Sky High, Dragon Kid, Fire Emblem, Rock Bison e Origami Cyclone.
 
Aí está o trunfo do anime, pois é comum aos super-heróis serem vistos como entidades que estão acima de tudo e de todos, mas Tiger & Bunny mostra o lado humano deles, onde nenhum super poder é capaz de ajudar - apesar do anime ser carregado de ação e comédia, ele também sabe dosar o drama, garantindo cenas emocionantes, principalmente durante a segunda metade da série (e aqui eu afirmo que "manly tears" quase foram derramadas no penúltimo episódio).
 
Fora as viradas de roteiro bem elaboradas e o character design tesudo, temos ainda bastante computação gráfica - as vestimentas de quase todos os heróis não são desenhos comuns, mas animações geradas por computador (efeito semelhante ao anime de Iron Man, onde numas poucas cenas ainda são usados desenhos tradicionais, mas nas batalhas o que se vê é uma armadura de CG), o que causa alguma estranheza no começo, mas depois os olhos acostumam.
A trilha-sonora é quase que cinematográfica, porém, os temas de abertura e encerramento são descartáveis (não fosse a animação bonita eu pularia as aberturas).
 
Recomendadérrimo caso você curta uma boa ação e comédias provenientes de clichês... ou caso você goste de yaoi, pois apesar de ser um shounen "worksafe", o fandom não perdoa a relação de marido e mulher entre os protagonistas titulares XD
 

Assista à sequência de abertura:


 

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17/11/2011

Review: Mnemosyne


 
Nome Original: ムネモシュネの娘たち
Produção: Xebec, Genco
Elenco: Mamiko Noto, Rie Kugimiya, Akira Ishida, ...
Ano: 2008
Visto: 6 episódios (inteiro)
Episódio favorito: 4
Review contém spoilers? Sim
 
Também conhecido como "Rin - Filhas de Mnemosyne", foi uma série de 6 episódios, com 45 minutos de duração cada, produzida em comemoração aos 10 anos do canal japonês AT-X, indo ao ar de Fevereiro até Julho daquele ano.
Um mês antes do anime, foi publicada uma novel de volume único, e três meses depois da estréia do anime, houve um mangá serializado na revista Comic Valkyrie que durou dois capítulos apenas.
 
O otaku mais desatento pode achar que se trata de um título underground, mas eu afirmo que na verdade se trata de uma verdadeira bomba - apesar da qualidade de animação estar acima da média, apesar do cast ser excelente e apesar do roteiro tentar ser bom... ele falha miserávelmente.
 
Esta obra se trata de um hentai, doravante não recomendado para menores de 18 - mas não é qualquer roteiro, é talvez o mais elaborado que já ouvi falar para uma obra desse naipe, porém, isso não salva o anime de ser apenas mais um poço de fanservice gratuito.
"Mas Lanford, porque você assistiu um anime pornô voltado ao público masculino?"
O que me levou a começar o anime foi o clima noir. O que me levou a continuar foi porque eu sou forte, porque eu quero fazer reviews de mídias variadas e porque eu gosto de acompanhar os trabalhos da Noto.
 

 
Asougi Consulting é um escritório de detetive particular. Um local mágico onde décadas se passam e tudo continua do mesmo jeito.
Esse escritório é tocado por Rin: Uma investigadora pinguça, bissexual e imortal, além de ser incrívelmente fodézima em artes marciais e armas de fogo, extremamente inteligente, mas que estranhamente, mesmo com toda essa fodeza, sempre acaba sendo abusada pelos vilões.
 
Os vilões da história atendem pelo nome de "anjo" (sem qualquer relação com Neon Genesis Evangelion) e são o gênero oposto ao de Rin - tanto ela quanto os anjos passaram pelo mesmo processo de mutação, mas enquanto as mulheres se tornam imortais, os homens ganham asas e poderes sobre-humanos, porém, continuam mortais.
Os anjos são controlados por um garoto chamado Apos, o qual ninguém consegue saber exatamente o que é até os 45 do quinto episódio.
Só que como os anjos aparentemente andam 24h lóki di drugs, Apos também contrata uma assassina, tão foda quanto a Rin, mas com o mesmo objetivo de tentar matar capturar Rin.
 
Só que Rin não está sozinha - ela possui uma fiel escudeira que atende pelo nome de Mimi: Uma hacker pinguça, lésbica e também imortal, mas que não possui toda fodeza que a Rin tem, sendo então fadada a ser o personagem secundário que não luta e raramente faz algo que seja verdadeiramente útil.
 
Graças aos poderes da mutação, tanto Rin quanto Mimi podem sentir a presença das cartas clow dos anjos - mas também graças à mutação, quando isso acontece elas ficam morrendo de vontade de dar, o que é algo ruim pois os anjos são a única coisa capaz de matar as mulheres imortais.
Mas graças à fodeza da Rin, ela consegue resistir à tentação e matar os anjos, que é o que ela mais faz durante a série além, é claro, de ajudar as pessoas que lhe procuram no escritório.
 

 
Agora por onde eu começo...
 
Com todo esse lance de superpoderes e casos misteriosos, Mnemosyne me parece muito querer ser um Darker than Black genderbent, só que o que DTB tem de trilha sonora excelente, Mnemosyne possui trilhas descartáveis. Além disso, acertaram nas cenas de ação e suspense, mas erraram no foco - Mnemosyne também aparenta ser um anime que não sabe o que quer, começando bem episódico e terminando com dois episódios sequenciais.
A verdade é que no começo vão jogando as "dicas" pouco a pouco, pra no final ser algo apoteótico, porém, presumo que quem assistiria pelo roteiro desistiria antes de chegar no final.
 
E que final - o que me lembra outra coisa sobre o vilão da história: Seu passatempo favorito é matar ossans, algo que me deixa profundamente emputecida, tornando Apos um vilão que cumpre com a premissa de ser odiável... mas isso provavelmente não se aplica ao demográfico do qual o anime é focado, então esse é talvez um argumento invalido =P
 
Mas ainda se falando do final, pelo menos nisso Mnemosyne é bom - por ser um anime curto, não tem muito com o que enrrolar, entregando um final bem resolvido, apesar de aberto.
 
Definitivamente não recomendado, pois as vantagens e desvantagens se sobrepoem por igual, fazendo com que este anime não saia da pontuação zero.
É o primeiro anime após um longo período em que assisto e depois deleto sem qualquer piedade.
 

Assista à sequência de abertura:


 

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18/10/2011

Review: Uta no Prince-sama - Maji Love 1000%


 
Nome Original: うたの☆プリンスさまっ♪ マジLOVE1000%
Produção: A-1 Pictures
Elenco: Mamoru Miyano, Kisho Taniyama, Norio Wakamoto, ...
Ano: 2011
Visto: 13 episódios (inteiro)
Episódio favorito: 5
Review contém spoilers? Não
 
Uta no Prince-sama começou ainda no ano passado como uma visual novel para PSP. A partir daí, o mundo continuaria o mesmo não fosse um fator imprescindível para o sucesso deste título: marketing.
 
Sim, "UtaPri", como é conhecida a franquia, teve uma campanha de mestre ao saber dar valor à palavra chave, que é a música. Cada personagem principal tem o seu próprio tema, cantado por eles - os seiyuus mais populares do Japão na atualidade - e nada melhor que vender um single por personagem, ou seja, multiplicando o valor discográfico por 7!
 
E depois que UtaPri decolou, meus amigos, aí ninguém segurou - foram lançados mais três jogos, e outros dois se encontram em produção, um com lançamento ainda este ano e o outro previsto para o começo de 2012, tudo para PSP.
Com a série num único sistema, como angariar mais fãs? É claro, fazendo um anime!
 

 
Haruka Nanami morava no interior e aprendeu a tocar piano com sua avó desde criança. Quando decide entrar para o Saotome Gakuen - colégio onde são formados artistas musicais - Haruka enfrenta os "perigos" da cidade grande para almejar seu grande sonho - se tornar compositora de Hayato, famoso ídolo da música pop, de quem Haruka é uma grande fã.
 
No colégio dos "ídolos", Haruka conhece seis belos e jovens músicos: na classe A, a mesma sala de Haruka, estão Otoya Ittoki (violão), Masato Hijirikawa (piano) e Natsuki Shinomiya (violino); já na classe S (destinada aos caveiras de maior talento) temos Tokiya Ichinose (vocal), Ren Jinguji (saxofone) e Sho Kurusu (violino).
 
Para se formar no Saotome Gakuen, o trabalho de conclusão de curso envolve a realização de uma apresentação musical formada por duplas de compositor e artista, ou seja, até o final do ano Haruka precisa escolher uma pessoa com quem ela gostaria de se apresentar. Aí você pensa "É só ela escolher o cara que ela gostar mais! =D" Engano seu! A regra número um do colégio estabelece que é terminantemente proibido o namoro!
Partindo desse princípio, tudo correria sem problemas, já que Haruka quer compôr pro Hayato, que não tem qualquer vínculo com o colégio... porém, Haruka é uma garota que veio do interior, extremamente sincera e muito prestativa, que acaba interferindo nas vidas daqueles "seis belos e jovens músicos" - são os corações deles que ficam abalados...
 

 
Como se dará o desfecho dessa "novela mexicana", só vendo pra crer. Mas posso adiantar que foram muito engenhosos em desenvolver um final para o anime que não agride as fãs da visual novel original.
Faço uma pequena observação pra quem não conhece o esquema: As visual novels são RPGs onde mais de um final é possível. Sendo assim, é costumeiro numa adaptação, para anime ou outra mídia linear, que se escolha apenas um final - aí se favorecer só um dos personagens, fãs dos outros vão ficar frustrados, mas se fizer um final alternativo há a chance de criar buracos na história, então causando a ira geral.
 
Sendo uma grande amante de música, confesso que UtaPri me pegou de jeito, pois além da OST - tanto do anime quanto dos jogos - ser belíssimamente composta pelo grupo Elements Garden, as visual novels trazem consigo minigames de música semelhantes a outra de minhas paixões: Taiko no Tatsujin. E parece que o sucesso desse minigame foi tão grande que o próximo UtaPri será exclusivamente um jogo de música, sem a parte de RPG (obrigatória para destravar as músicas no game original), ou seja, deleite total para meus dedos e ouvidos =D
 
Agora voltando a falar do anime pra encerrar o review... foi bom, sim, mas senti que o tempo dos 13 episódios foi muito mal aproveitado. É verdade que eu não gosto de momentos "nonsense", e em UtaPri esse é um fator que está sempre presente sabe-se lá por que...
Outra observação é que, enquanto os episódios perto do final da série deram um enfoque enorme ao Tokiya (que afinal, deveria ser só mais um entre os 6 principais), outros personagens cheios de histórias para contar foram deixados de lado a série inteira - aqui me refiro ao Cecil (no jogo é personagem secreto) e aos profesores (nos jogos subsequentes tiveram suas próprias rotas), que apesar de terem seus pequenos momentos, não tiveram suas histórias exploradas durante o anime.
 
Dito isso, acredito que o anime de UtaPri teria sido muito mais feliz se fosse concebido como um anime "completo", acima de 20 episódios, e não como "meia temporada", como é modinha atualmente - outro anime semelhante, La Corda D'oro, desenvolveu muito melhor os seus personagens ao longo de 25 episódios.
 

Assista ao vídeo promocional:


 

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26/02/2011

Atlus envia teaser para sua mailing list

Acaba de chegar aos cadastrados na mailing list entitulada "Atlus Faithful" um e-mail bastante... intrigante.
 

 
A cor rosa e a pergunta emo levam a crer que se trata de um teaser para o lançamento americano de Catherine. Os fãs já trataram de começar o burburinho - seria a mensagem alguma espécie de ARG para o lançamento do jogo?

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